O primeiro funcionário graduado dos Estados Unidos a visitar o Egito desde a intervenção militar para derrubar um presidente eleito se reuniu ontem com autoridades locais, às quais pediu uma rápida restauração da democracia, enquanto milhares de seguidores do deposto líder islâmico saíam às ruas.
O subsecretário de Estado William Burns chegou a uma Capital polarizada, onde ambos os lados estão furiosos com os Estados Unidos, superpotência que oferece US$ 1,5 bilhão em ajuda anual, sendo a maior parte para o Exército.
A crise no mais populoso país árabe alarma a região e o Ocidente. Os EUA se dividem entre seu apoio à democracia e sua clara insatisfação com a ascensão da Irmandade Muçulmana, grupo político do presidente deposto, Mohamed Mursi.