Acontece nesta quarta-feira, às 18h, na Câmara Municipal, reunião pública para discutir junto aos manifestantes do grupo “Bauru Acordou” o transporte urbano em Bauru. O presidente Sandro Bussola (PT) acatou solicitação da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano (Emdurb), mas os vereadores se revoltaram com uma suposta falta de comprometimento do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB).
É que partiu dele a proposta de uma audiência pública para discutir o assunto durante a negociação com o grupo de jovens que ocupou o Palácio das Cerejeiras entre a quinta e a sexta-feira da semana passada. No entanto, até ontem, nenhum medida formal havia sido tomada pelo Poder Executivo para viabilizar a discussão.
Vereadores telefonaram para o prefeito, que teria se furtado a providenciar às medidas cabíveis. No entanto, a divulgação da audiência já estava acontecendo nas redes sociais. Diante da pressão Legislativa, coube à Emdurb enviar o ofício para a Câmara Municipal na tarde de ontem.
Em vez de audiência pública, porém, foi solicitada a utilização do plenário para a realização de uma reunião pública, gerando ainda mais revolta entre os parlamentares.
Isso porque as reuniões não possuem caráter convocatório. Isso significa que tanto o prefeito quando o presidente da Emdurb, Nico Mondelli, não estão obrigados a comparecer à Câmara amanhã.
Coube ao presidente Sandro Bussola (PT) subir à tribuna para cobrar o comprometimento de ambos. Markinho da Diversidade (PMDB), Faria Neto (PMDB) e Lima Júnior (PSDB) endossaram o discurso do petista. “O Poder Executivo não pode fugir de suas responsabilidades”, bradou o tucano.
O clima ficou ainda mais tenso porque parte dos parlamentares entende que a estrutura da Câmara poderá não suportar a presença massiva dos manifestantes do “Bauru Acordou”. O entendimento, porém, é de que o Legislativo não tinha condições de negar a cessão de seu espaço.
Sem voz?
Outra diferença entre a audiência e a reunião pública é de que, no primeiro caso, o microfone é aberto a qualquer cidadão. Já no outro, o direito à fala fica restrito às partes da discussão. Essa informação revoltou parte dos membros do “Bauru Acordou” que acompanhavam a sessão de ontem.
Ainda assim, os manifestantes são parte da reunião agendada para esta quinta-feira. Desta forma, pelo menos parte deles poderá participar das discussões.
Vale lembrar que, na semana passada, Rodrigo Agostinho prometeu que a empresa contratada para elaborar o projeto de remodelação do transporte público participaria da então prometida audiência pública.
Acontece na manhã de hoje, a partir das 10h, reunião chamada pela comissão especial criada pela Câmara Municipal para avaliar a qualidade do transporte público.