Internacional

Novo governo egípcio toma posse

Folhapress
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Em meio a protestos por causa da derrubada do presidente eleito, Mohammed Mursi, os membros do novo governo do Egito, liderado pelo economista Hazem el Beblaui, tomaram posse nesta segunda-feira (16) de seus cargos, quase duas semanas depois de o Exército derrubar o presidente islamita.

A Irmandade Muçulmana rejeitou a nova formação. "Não reconhecemos nem a legitimidade nem a autoridade deste governo", disse Gehad al-Haddad, porta-voz do movimento.

Após vários dias de consultas, os novos ministros prestaram juramento perante o presidente interino, Adly Mansour, em cerimônia transmitida pela rede de televisão estatal.

Os primeiros foram Beblaui e o ministro da Defesa e chefe das Forças Armadas, Abdel Fatah al Sisi, que mantém a pasta e ocupa, além disso, no novo Executivo, o posto de primeiro vice-primeiro-ministro. Também se mantêm em seus cargos os ministros de Interior, Mohammed Ibrahim; de Turismo, Hizham Zazu; e de Antiguidades, Mohammed Ibrahim.

A pasta de Relações Exteriores é liderada agora pelo ex-embaixador egípcio em Washington Nabil Fahmy. O economista Ahmed Galal, que trabalhou durante quase duas décadas como pesquisador no Banco Mundial, ocupa o cargo de ministro das Finanças, em um momento de grave crise econômica no país.

O novo governo conta com apenas três mulheres ministras, entre elas a titular de Informação, Doria Sharaf el Din, uma conhecida jornalista da rede estatal de rádio e televisão egípcia.

Além de Sisi, há outros dois vice-primeiro ministros: Hosam Issa, professor de Direito na Universidade de Ein Shams, que ocupa também a pasta de Educação Superior, e o jurista e economista Ziad Ahmed Bahedin.

A formação do gabinete era um dos passos do processo de transição iniciado depois que as Forças Armadas egípcias depuseram, no último dia 3 de julho, o presidente Mursi.

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