Regional

Motorista envolvido em acidente com morte responde por homicídio doloso

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

O motorista que trafegou por cerca de 10 quilômetros pela contramão de direção na rodovia Castelo Branco (SP-280) anteontem à noite, bateu de frente com um carro e causou a morte de uma jovem de 18 anos já foi autuado por embriaguez ao volante no ano passado e, segundo a Polícia Civil, responde a processo.

Em razão do acidente, ele foi autuado em flagrante por homicídio doloso (quando a pessoa assume o risco de matar), sem direito a fiança. Conforme divulgado pelo JC ontem, a colisão ocorreu por volta das 21h, no quilômetro 223 da rodovia, em Itatinga (120 quilômetros de Bauru), região de Botucatu.

Usuários que trafegavam viram um Fiat Palio com placas de Botucatu pela contramão.

Segundo a Polícia Civil, uma motorista chegou a parar na base da Polícia Militar Rodoviária de Avaré para avisar sobre o fato. Uma equipe saiu do local para tentar abordar o condutor, mas era tarde.

No trajeto, os policiais receberam a informação de que o Palio havia batido de frente com um Ford Ka com placas de Rancho Alegre, no Paraná. Com o impacto, a passageira do Ka, Renata Cristina de Souza Alves dos Santos, 18 anos, ficou presa nas ferragens e morreu no local. Já o motorista do carro, Maycon Wesley Ozetto, 22 anos, foi levado ao Pronto-Socorro (PS) do Hospital das Clínicas (HC) de Botucatu com lesões graves, mas teve alta ontem de manhã.


Embriaguez ao volante

O condutor do Palio, Jesuíno Vieira Viriato, de 43 anos, teve apenas ferimentos leves. Ele foi submetido ao teste do bafômetro, que apontou a presença de 0,81 miligramas de álcool por litro de ar expelido dos pulmões.

Em razão dos ferimentos, Viriato também foi conduzido ao PS do HC, onde ficou internado sob a escolta da PM até ontem. À tarde, ele foi apresentado na delegacia de Itatinga e autuado em flagrante por embriaguez ao volante e homicídio doloso.

Segundo a Polícia Civil, nesses casos, a fiança não pode ser arbitrada. “Ele já tinha passagem criminal por embriaguez ao volante”, explica um policial civil. O fato, segundo ele, ocorreu no ano passado. “Foi comunicado o Juízo e, agora, ele só sai se o juiz liberar”, declara. Até o final da tarde, Viriato aguardava na delegacia para ser encaminhado ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cerqueira César. A polícia não soube informar se ele tem advogado.

Comentários

Comentários