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Tropa de Choque retira estudantes da reitoria da Unesp

Folhapress
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Policiais militares da Tropa de Choque retiraram na madrugada desta quarta-feira (17) cerca de 70 estudantes que ocupavam desde a tarde de ontem o prédio da reitoria da Unesp, na região central de São Paulo.


Os policiais chegaram ao local às 5h25, e vinte minutos depois começaram a retirar os estudantes do prédio. Eles foram acomodados em três micro-ônibus e uma van da PM e levados ao 2º Distrito Policial, no Bom Retiro, no centro.


Quando parte da Tropa de Choque deixava o prédio, os estudantes gritavam palavras de ordem contra a polícia e o governador Geraldo Alckmin: "Vergonha, vergonha do Alckmin".


Na delegacia, enquanto aguardavam para prestar depoimento, os estudantes continuavam gritando palavras de ordem.


A vice-reitora da universidade, a professora Marilza Vieira Cunha Rudge, se reuniu com os alunos durante a noite de ontem para entrar em um acordo para a desocupação do local.


Em nota, os alunos afirmaram que querem "políticas de permanência e assistência estudantil, como restaurante universitário, moradia estudantil e bolsas de auxilio socioeconômicas", além de paridade nas instâncias deliberativas, reajuste e isonomia salarial para funcionários e professores, entre outros.


A reitoria afirmou que houve uma reunião entre estudantes e representantes da universidade no dia 12, onde foi estabelecida a criação da CPE (Coordenadoria de Permanência Estudantil), ações emergenciais em Ourinhos e São Vicente, e a cessão de uma sala para o DCE (Diretório Central dos Estudantes).


No final do mês passado, entre os dias 27 e 28, um grupo de estudantes já havia invadido a reitoria da Unesp. A desocupação ocorreu após reunião dos universitários com a vice-reitora, que se comprometeu a atender reivindicações do grupo.


Outro lado


Em nota, a reitoria da Unesp afirmou estar em processo de negociação com os representantes dos alunos desde o dia 27 de junho, quando o grupo ocupou o prédio e apresentou a pauta de reivindicações.


Segundo a reitoria, foram promovidas diversas reuniões de trabalho para buscar entendimento e "surpreendentemente" o prédio foi novamente invadido por aproximadamente 120 alunos, "alguns mascarados e com atitudes de intimidação em relação a funcionários da administração".


A reitoria também informou que após "intenso diálogo e processo de negociação com os alunos" foram tomadas as medidas judiciais cabíveis para a reintegração de posse do prédio.

 

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