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Sebrae: micro e pequenas empresas nascem mais por oportunidade


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O presidente do Sebrae Nacional (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Luiz Barretto, disse que a cada dez micro e pequenas empresas abertas no ano passado, sete foram criadas por oportunidades. “Antes, era por necessidade. Esse cenário, que tem mudado nos últimos dez anos, justifica uma maior sobrevivência das empresas, pois muda a qualidade do empreendedor”, afirmou ele ao comentar a taxa de sobrevivência das micro e pequenas empresas, de 75,6% em 2009.

Há dez anos, de acordo com Barretto, a taxa de sobrevivência das empresas nos dois primeiros anos de vida era de 50%. “Na última década, conseguimos manter a estabilidade acima de 70%, um nível bastante positivo.”

O Sebrae divulgou o estudo Sobrevivência das Empresas. Segundo o presidente da instituição, trata-se de um censo - não de uma pesquisa -, o que diminui a margem de erro, e que esse retrato obtido tende a se manter nos próximos anos.

Para o presidente do Sebrae, a mudança do perfil do empreendedor - hoje “mais jovem, mais feminino e mais escolarizado” - também reforça o cenário positivo para a micro e pequena empresa. Segundo Barretto, um outro levantamento feito pelo Sebrae mostrou que 44% dos jovens de 18 a 24 anos têm o sonho de abrir um negócio e apenas 25% desejam ter um bom emprego. “Isso era diferente. As pessoas queriam empregos em multinacionais e grandes empresas. Agora, boa parte desses jovens quer empreender.”

Barretto destacou ainda que as manifestações que têm ocorrido no País podem ser canalizadas para o empreendedorismo. “Estou convencido de que a energia que está nas ruas mostra a cultura de uma juventude que exige mais, e isso me deixa otimista em relação ao futuro do empreendedorismo.”

 

Secretaria

O presidente do Sebrae comentou ainda a expectativa em relação ao trabalho do ministro Guilherme Afif Domingos à frente da Secretaria da Micro e Pequena Empresa. “O setor necessitava ter no governo federal um balcão único para se relacionar. Nesses dois primeiros meses (desde a criação do órgão), já tivemos trabalhos muito positivos em relação à agenda dos micro e pequenos negócios.” Para Barretto, a presença de Afif na pasta garante “um advogado permanente” na defesa do setor.

“Nós já estamos pensando na ampliação do Supersimples (que reduz impostos e unifica os tributos em um só boleto) para a área de serviços.” De acordo com ele, há também a elaboração de uma medida para criar um regime de transição das empresas que, por conta da elevação do faturamento, saiam do escopo do Supersimples. O teto para micro empresas atualmente é de R$ 360 mil de receita bruta anual e o da pequena empresa, de R$ 3,6 milhões.

“É preciso estimular o crescimento das empresas sem que elas sejam penalizadas”, afirmou Barretto, reforçando que a implantação do Supersimples, há seis anos, foi fundamental para elevar a sobrevivência das empresas.

 

Anbima: ‘Estrangeiros já olham o Brasil como alternativa viável’

Apesar do cenário ainda incerto, os investidores estrangeiros estão voltando a olhar o Brasil como opção de investimento, segundo Marcio Guedes e Carolina Lacerda, diretores da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

“Uma das grandes preocupações era ‘valuation’, e agora os ativos não estão mais tão caros. Os estrangeiros ainda estão muito mais animados com o México, mas já estão olhando o Brasil novamente como alternativa viável”, diz Carolina.

Ela ressalta que a Bolsa brasileira ficou 25% mais barata para investidores de fora nas últimas semanas, e que isso pesa na percepção geral do País. “Agora que a Bolsa caiu, é um bom momento para entrar no Brasil”, diz Guedes, acrescentando que ainda não dá para dizer que os investidores estão “animados” com o País, mas que sua percepção está melhorando.

Para o segundo semestre, Guedes diz que o cenário do mercado de capitais não deve mudar muito, e que, em relação às ofertas, as empresas vão continuar a esperar momentos de menos volatilidade para fazer emissões.

Os investidores estrangeiros tiveram participação de 58,5% nas 11 ofertas de ações realizadas no primeiro semestre do ano, segundo a Anbima. Do total, 66,4% são dos Estados Unidos, 20,7% da Europa, 8,1% da Ásia, 4% da América Latina, 0,5% de outros países da América e 0,4% da Oceania. Do total de investidores, 27,7% são institucionais e 13,8% pessoas físicas.

 

Pacotes bancários subiram até 79% acima da inflação desde 2008

Nos últimos cinco anos, a maioria dos pacotes de tarifas bancárias foi substituída por serviços mais caros, e os que sobreviveram tiveram aumentos de até 111%, valor 79% acima do Índice de Preço Amplo ao Consumidor (IPCA) acumulado no período de maio de 2008 a abril de 2013 (32,34%), aponta pesquisa do Instituto Brasileiro de Defesa ao Consumidor (Idec).

O estudo foi feito com os seis maiores bancos do País: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú e Santander.

Entre os pacotes mais econômicos oferecidos pelos bancos (classificados como: simples, econômico, fácil e básico), a variação do valor cobrado, entre 2008 e 2013, cresceu em média 61%, e os pacotes de maior valor (classificados como: super, especial, plus, advance) estão em média 49% mais caros. O pacote universitário da Caixa e do HSBC foram os únicos que sofreram redução de 14% e 21%, respectivamente.

Os dados foram obtidos a partir das tabelas de tarifas disponíveis nos sites dos bancos no mês de maio de 2013 e os preços referentes ao ano de 2008 foram obtidos a partir da recuperação de tabelas arquivadas.

O levantamento da entidade apurou ainda que de 2008 até maio deste ano mais que dobrou o número de pacotes de tarifas bancárias disponíveis, passando de 35 para 78 no período, considerando todos os pacotes ofertados por esses bancos. Essa expansão, diz o Idec, provoca um alerta para os consumidores que os clientes, que sentem mais dificuldades em escolher o serviço mais adequado e de melhor custo.

“O banco cria e elimina novos pacotes, pode descontinuar um determinado serviço e não comunicar o consumidor, altera a composição dos serviços e promove reajuste do preço dos serviços sem aviso prévio”, alerta Ione.

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