Jornada Mundial da Juventude

Arcebispo e jovens de vários continentes concedem coletiva

Thiago Vendrami com Assessoria
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O Arcebispo da Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, e seis jovens peregrinos de diferentes países apresentaram a Jornada Mundial da Juventude na manhã desta segunda-feira (22), no auditório do Centro de Imprensa, localizado no Forte de Copacabana, onde mais de 6 mil jornalistas, de 1,5 mil veículos de comunicação, concentram seus trabalhos durante a JMJ.

“Vou ao aeroporto para receber o Papa Francisco que agora volta à América Latina como o primeiro peregrino da JMJ. Cristo Redentor o recebe de braços abertos. Ele vem com a esperança de todos que querem construir um mundo melhor”, ressaltou o Arcebispo. Sobre a situação atual do Brasil, o anfitiáo pela Jornada Mundial da Juventude afirmou: “Temos nossos problemas e há protestos, mas tenho certeza de que a beleza, a energia e a esperança de tantos jovens de todas as partes do mundo servirão para construir um mundo mais justo e solidário”.

O governo municipal nega qualquer possibilidade de manifestações durante a passagem do papa, mesmo que por onde ele passa, tenha protestos diversos. Um grupo se organiza para a realização de um 'beijaço gay' durante a JMJ, em protesto contra a igreja católica, por não ser permitida celebração de casamento entre casais do mesmo sexo. Por este motivo, há acusações de que a religião seja homofóbica.

O peregrino argentino Albert Pérez, de 27 anos, iniciou seu trajeto à JMJ no dia 9 de maio, percorrendo 2.147 quilômetros, entre Resistência, na província do Chaco, e o Rio. Sua ação despertou a atenção de milhares de jovens de todo o mundo pelas redes sociais. Albert explicou o motivo de sua vinda, esperando por um milagre. “Senti a necessidade de fazer algo que realmente ajudasse outras pessoas e  que não fosse apenas para benefício pessoal. O motivo mais importante era pedir e rezar para que Renzo, uma criança de dois anos, recebesse o coração que precisava de um doador. O Senhor escutou minhas orações e agora peço para que todos estão no Rio de Janeiro voltem às suas casas com os corações renovados”, disse.

Já o brasileiro Allan Farias, do Rio de Janeiro, percebeu que a felicidade momentânea encontrada nas drogas, bebida e vida sexual desregrada não o preenchia. O que ele denominou 'encontro com Deus' foi aos 24 anos, período em que mudou de vida. Allan se inscreveu e está trabalhando como como voluntário na JMJ, a fim de partilhar sua vida e mostrar a diferença entre as felicidades carnais e espirituais.

Em meio a uma guerra civil desde 2011, onde mais de 100 mil pessoas já morreram, o engenheiro sírio Bashar Khoury, de 29 anos, veio ao Rio para ajudar a transmitir a mensagem de paz da Jornada. Khoury trabalha como voluntário na equipe das redes sociais, escrevendo em sua língua materna, árabe. Nos países do Oriente Médio é especialmente importante transmitir a esperança da fé. “O que pretendo fazer, como voluntário das redes sociais, é trasmitir ao mundo árabe e a todo o mundo esta mensagem”.

Zhang Hao, de 22 anos, veio de Shaanxi, uma província de mais de 37 milhões de habitantes, no noroeste da China, local em que os católicos são apenas 1,2% da população. Hao foi escolhido com um grupo de outros oito jovens para representar e transmitir a mensagem missionária de fé e paz a os jovens da comunidade católica do país.

O moçambique Crespim Mabuluco Stephen, de 24 anos, iniciou o discurso de partilha agradecendo a recepção dos brasileiros. “Depois de participar da JMJ em Madri, em 2011, graças a ajuda de um fundo de solidariedade, queria voltar a viver esta experiencia única. Por isso, pedi adiantamento de um ano e meio de salário para poder pagar a viagem e a inscrição”, contou o jovem, que acredita em providências divinas.

Já a mexicana Elsa Vázquez participa pela quarta vez da Jornada Mundial da Juventude como voluntária do Comitê Organizador Local (COL). “Eu era gerente de projetos em uma multinacional em Sidney, na Austrália, quando resolvi que, por um ano, seria voluntária na JMJ. Em Madri, encontrei minha vocação para o matrimônio ao conhecer o homem que Deus destinou para mim. Agora estamos aqui no Rio, como voluntários, juntos. Muitos pensam que eu abandonei tudo pela Igreja, mas na verdade eu ganhei tudo por ela. Quando nos doamos inteiramente a Deus, ele pode atuar em nós.”, afirma convicta de suas escolhas.

Para finalizar, o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, deu as boas vindas aos peregrinos. “O Rio de Janeiro já percebeu a energia e a alegria destes jovens que estão chegando e já nos contagiaram. Vemos esta visita como uma grande oportunidade para enfrentar os desafios da cidade. É uma cidade jovem, em crescimento, e esta visita irá nos ajudar muito”.

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