Bairros

Policiais civis podem entrar em greve em agosto

Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 3 min

Cerca de 40 policiais civis de Bauru partem rumo à Capital nesta manhã para uma mobilização. Munidos de cartazes, faixas e panfletos, dezenas de escrivães, investigadores, delegados, agentes policiais, carcereiros e outros profissionais que atuam na Polícia Civil na cidade e na região participam de uma marcha até o Palácio dos Bandeirantes para exigir melhores condições de trabalho.


No local, o movimento espera ser recepcionado pelo governador Geraldo Alckmin para discutir pautas específicas e unificadas sobre questão da segurança pública. Caso o poder público não se manifeste diante das reivindicações ou seja contrário às negociações, a categoria promete deflagrar greve já a partir de 1º de agosto.


O protesto, que já teve diversas ações isoladas realizadas no último mês em São Paulo, é organizado pelo Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado (Sipesp) com apoio da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp) e de todas as entidades de classe.


Além dos policiais civis, também está prevista a participação no movimento dos servidores penitenciários de toda a região, que também poderão entrar em greve a partir do dia 7 de agosto.


A manifestação na Capital está marcada para as 14h no Parque do Povo, região do Jóquei Clube, no bairro Cidade Jardim.


Ao final do protesto, uma assembleia geral deve definir se a categoria irá ou não paralisar as atividades no início do próximo mês.



Exigências


Entre as reivindicações apresentadas pela categoria está o pedido da chamada aposentadoria especial, que concede ao funcionário se aposentar com integralidade de proventos e paridade salarial de reajustes em relação aos trabalhadores em ativa; salário compatível com os níveis de formação; valorização salarial dos delegados, considerando que a profissão foi integrada há alguns anos no rol das carreiras jurídicas, além de contratação de mais policiais em todo o Estado.


“Existe uma sobrecarga em todo o sistema por falta de pessoal. Faltam delegados, investigadores, escrivães. A violência só tem aumentado, as cidades estão crescendo e o efetivo continua o mesmo. Temos um problema grande também com a desistência de funcionários dos cargos. Depois de já aprovado em concursos e contratado, o pessoal acaba prestando outros concursos e saindo. E o processo até uma nova contratação é demorado”, aponta o investigador e delegado sindical do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo, Fábio Luís Legramandi.

Servidores penitenciários

Agentes penitenciários de Bauru e região foram convocados pelo Sindicato dos Servidores Públicos do Sistema Penitenciário Paulista (Sindcop) a participarem da manifestação junto à Polícia Civil.


De acordo com a assessoria de imprensa do Sindcop, um ônibus deve sair da sede do sindicato em Bauru, localizado quadra 13 da rua Manoel Bento Cruz, também por volta das 7h, para acompanhar a mobilização em São Paulo.


No próximo dia 6 de agosto, uma assembleia entre os servidores poderá culminar em paralisação ou até mesmo greve geral unificada.


O presidente do Sindcop e da Federação Brasileira do Sistema Penitenciário (Febrasp), Gilson Pimentel Barreto, aponta que o momento é de união de forças entre as categorias.


“Será o momento dos servidores que estão insatisfeitos com o valor dos salários, com as condições de trabalho, a superlotação dos presídios e a falta de estrutura das unidades prisionais, unirem forças e reivindicarem os direitos”, afirma o presidente, em nota publicada pelo Sindcop.

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