“Não há mal que dure para sempre”. Essa é a expectativa de Anis Buzalaf Jr, presidente do Noroeste, sobre a atual fase do clube, seja dentro das quatro linhas quanto administrativamente. Lanterna no grupo 1 da Copa Paulista, com dois jogos e duas derrotas, salários atrasados, desencontros burocráticos. O que não falta é problema.
João Rosan |
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Fabiano Larangeira (esq.), da FL Word and Sport, é quem dá as cartas no Norusca; Anis Buzalaf ‘sai de cena’ e, suspenso pela CBF, insiste: ‘De futebol eu não falo’ |
Para iniciar o desenrolo deste novelo de problemas, diretoria, conselheiros, representantes da empresa FL Word and Sport – que gerencia o futebol noroestino há um mês – imprensa e até representantes da torcida (membros da Sangue Rubro asseguram ter sido convidados) participam de uma reunião, hoje à tarde, na sede do clube.
Em pauta, o modelo de administração adotado há trinta dias e, principalmente, a busca por soluções financeiras, adianta o presidente do Noroeste. “Na realidade é uma conversa informal. Falaremos sobre a nossa dificuldade para arrumar dinheiro”, sintetiza o mandatário, esperando dias melhores. “Não há coisas ruins que perdurem para sempre”, filosofa.
Nesse emaranhado de abacaxis, ainda não foi claramente “descascada” a estranha ausência, no sábado, de dois jogadores (Marcos Aurélio e Jorginho Paulista). Com estreia anunciada, inclusive pelo técnico Edinho Machado, obrigado a improvisar a equipe, ambos não estiveram em campo por alegada falta de entrega de laudos médicos na Federação Paulista.
Jogadores com idade superior a 32 anos necessitariam de três vias do documento protocoladas na entidade. O terceiro laudo, confirmou ontem o próprio presidente ao JC, teria sido encaminhado na noite de sexta-feira, com a entidade já sem tempo de oficializar as condições de jogo da dupla. Até ontem a noite, o nome de ambos ainda não constava no site da FPF como atletas do Noroeste.
Pendências
O JC apurou que o encontro foi convocado por integrantes do Conselho Deliberativo do clube. A falta de dinheiro é um dos carros-chefes da reunião. Representantes do colegiado querem explicações sobre pendências que não vão de encontro ao acordado quando a parceria entre clube e empresa foi firmada.
Procurado pela reportagem, Toninho Rodrigues, presidente do Conselho, revela que o encontro tem o tom informal e que não deveria ter “vazado”. “Trata-se apenas de uma conversa em que pediremos algumas explicações”, minimiza. “É algo que não teria de ser divulgado”, reprova Rodrigues.
Segundo ele, itens previstos em contrato e até o momento, diz, não contemplados, como a injeção por parte da empresa de R$ 60 mil – expirada, de acordo com ele, no dia 10 deste mês – valores que amenizariam os compromissos atrasados do clube, com funcionários, jogadores e comissão técnica, serão colocados em discussão.
“Dia 10 vencia a parcela de R$ 60 mil, que não entrou. Esses valores colocariam em dia a folha de maio”, relaciona o presidente do Conselho, que evita falar em nome do órgão.
