Internacional

Operadora reconhece vazamento de água de Fukushima para oceano

Folhapress
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A Tokyo Electric Power (Tepco), operadora da usina nuclear de Fukushima, reconheceu pela primeira vez nesta segunda-feira (22) que parte da água radioativa que resfria os reatores da unidade podem ter ido parar no oceano Pacífico.

Se confirmado, será mais um indício de contaminação no mar após o acidente nuclear na usina, causado pelo terremoto seguido de tsunami de 11 de março de 2011. Desde então, foram encontrados altos níveis de radioatividade em peixes e outros frutos do mar da região.

Segundo a companhia, foi aumentado em 110 vezes o nível do elemento césio-134 em um poço de extração da água radioativa entre os reatores e o mar. Desse modo, as águas conseguiram romper uma barreira de concreto e metal criada para impedir o vazamento.

O líquido, usado para resfriar os reatores, está vazando dos tanques subterrâneos que ficam nos prédios onde estão os reatores, alguns deles próximos ao mar. No entanto, a agência atômica considera que esta pode não ser a única origem para o aumento dos níveis.

No entanto, a Tepco descarta um escape em massa. No início do mês, a operadora também reconheceu o aumento de até cem vezes nos níveis de radiação do solo ao redor da usina, de isótopos como césio-134, césio-137 e estrôncio.

A planta foi parcialmente destruída após o terremoto seguido de tsunami que atingiu o Japão em 11 de março de 2011. O terremoto e o tsunami destruíram os geradores de emergência e o sistema de refrigeração. Dos quatro reatores, três foram prejudicados.

O acidente nuclear na usina japonesa foi o mais grave desde a destruição da usina de Tchernobyl, na Ucrânia, em 1986. Em virtude do vazamento, cerca de 160 mil pessoas foram desalojadas da região, sem previsão de volta.

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