Uma das voluntárias bauruenses na Jornada Mundial de Juventude (JMJ), a professora de matemática Amanda Verardo reservou uns minutos durante seu trabalho ontem para partilhar com o Jornal da Cidade sua história no evento, aberto oficialmente ontem.
A jovem está trabalhando na distribuição do kit peregrino, composto de boné, camiseta, credencial, crucifixo, guia da programação cultural e religiosa, guia do peregrino, livro litúrgico, mochila e garrafa.
De acordo com Amanda, de 22 anos, ser voluntário atende ao chamado de Jesus. “Como Ele disse na Santa Ceia, que é para servir, e aqui estamos servindo”, comenta.
A professora conheceu a JMJ por intermédio de colegas que estiveram na edição anterior, em Madri, na Espanha, em 2011. Desde então, o Grupo de Jovens Sagrado Coração de Jesus, do santuário que leva o mesmo nome, passou a se organizar e um dos integrantes postou link para inscrição como voluntário.
“Mesmo com a inscrição feita, não era garantida a aprovação. Todos nós passamos por seletivas e eis-me aqui, servindo com alegria”, relata.
Além do trabalho, há a possibilidade de participar dos demais eventos. “Quando não estamos no posto, somos peregrinos, nos encontrando na Cidade da Fé (ponto onde estão sendo realizadas as atrações culturais) e também nas missas”, conclui.
Casal
Assim como inúmeros fiéis que estão no Rio de Janeiro por conta da JMJ, um casal de Bauru supera dificuldades para estar presente em um dos principais eventos católicos do mundo.
O consultor de vendas Paulo Renato Fidelis Costa, de 38 anos, e sua esposa Heloísa, membros da Paróquia São Benedito, na Vila Falcão, ficarão alguns dias distantes dos filhos de 4 e 8 anos pela primeira vez. Eles se dirigirão a São Paulo hoje à noite de carro e continuarão a viagem logo em seguida, de avião, para o Rio.
Segundo Paulo Renato, este momento exigiu sacrifícios por parte do casal. “Minha esposa é cabeleireira, ela dificilmente consegue não trabalhar numa sexta ou sábado, dois principais dias para seu ganha-pão, mas fizemos este voto há dois meses e estamos preparados”, garante.
O casal se hospedará em um hostel na cidade, uma espécie de albergue. “No hostel pagamos uma pequena taxa e ficamos em quartos coletivos, com outras quatro pessoas, que desconhecemos”, explica.
Para o casal, esta é uma oportunidade única de estar em uma missa celebrada pelo papa. “Talvez não estejamos mais aqui quando isso acontecer novamente”, brinca Paulo.