A pior sequência negativa da história e uma grave crise fazem qualquer pessoa racional apontar uma vitória do São Paulo sobre o Inter, hoje, a partir das 21h, no Morumbi, como bastante improvável, mas não existe outra alternativa a não ser vencer, nem que seja jogando mal. Se tropeçar mais uma vez em casa, os são-paulinos ficam na 16ª posição com oito pontos, mas com dois jogos a mais do que os times que estão na zona de rebaixamento.
Os jogadores tentam se apegar a algum ponto positivo, mas reconhecem as enormes dificuldades. “Não temos gordura para queimar, é praticamente a última chance, é ganhar ou ganhar”, afirmou Luis Fabiano.
A meta é conquistar quatro pontos nos próximos dois jogos - depois do Inter, em jogo antecipado da 12ª rodada do Brasileirão, o São Paulo enfrentará o Corinthians, domingo, no Pacaembu. Embora a pontuação possa não ser suficiente para tirar o time da zona de rebaixamento no período de viagem para Europa e Japão, o elenco ao menos acredita que isso seria fator de motivação.
A primeira barreira a ser superada hoje no Morumbi é a psicológica. O técnico Paulo Autuori tem dedicado boa parte dos treinamentos a conversas individuais com os atletas na tentativa de transmitir confiança ao grupo, sem esquecer dos exercícios de posicionamento feitos à exaustão e que, até aqui, pouco efeito surtiram. O São Paulo continua dando espaços enormes para o adversário jogar e é castigado com gols tolos. E quando fica em desvantagem no placar, se abate e não mostra poder de reação.