Novos detalhes surgiram ontem para esquentar a corrida pela Prefeitura de Nova York. Anthony Weiner, um dos favoritos na disputa pela vaga de candidato democrata nas primárias de setembro, confirmou a veracidade de algumas das recém-vazadas mensagens eletrônicas obscenas trocadas fora de seu casamento.
Escândalo sexual não é uma expressão inédita na vida política de Weiner. Em 2011, o então deputado foi pressionado a renunciar depois que uma foto sua de cueca foi enviada por ele mesmo, por engano, a milhões de seguidores no Twitter. A destinatária seria uma estudante.
Os novos textos e fotos divulgados pelo site de fofocas “The Dirty” mostram que o candidato manteve o hábito adúltero após renunciar.
“Como eu já disse antes, fiz coisas erradas que machucaram minha mulher. Uma parte do que foi divulgado agora é verdade. Outra parte, não. Mas não há dúvidas de que agi errado”, disse, no mesmo tom resignado com que vem tratando do tema.
Na ocasião de sua candidatura, há poucos meses, ele alertou que havia a chance de opositores vazarem outras histórias para prejudicá-lo.
Em um sinal de que não pretende renunciar diante das novas revelações, os microfones da entrevista coletiva organizada hoje para Weiner se explicar tinham ainda a logomarca criada por sua campanha.
Para analistas, mais surpreendente que as correspondências libidinosas de Weiner foi a presença de sua mulher, Huma Abedin, ao seu lado. Sorridente, Abedin, que tem participado da campanha, também se pronunciou. “Foi um período difícil e demorou para superarmos. Fiz a decisão de permanecer no casamento.”