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Libertadores: próximas finais poderão ser jogadas em campo neutro

Folhapress
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Depois de ouvir reclamações dos dirigentes do Atlético-MG e do Olimpia, finalistas da Taça Libertadores da América, o presidente da Conmebol, Eugênio Figueredo, cogitou realizar até partidas em campo neutro para coibir a violência.

"A partir da próxima Libertadores, e de outros torneios nossos, as associações serão sancionadas, iremos suspender estádios ou até jogar em países neutros", declarou o dirigente hoje, em Belo Horizonte. "Estamos preocupados e vamos tomar atitudes nos próximos campeonatos", acrescentou.

Durante evento de um patrocinador da competição, o presidente do Olimpia, Oscar Carísimo, reclamou do comportamento da torcida do Atlético-MG, que fez barulho em frente ao hotel onde a delegação paraguaia está hospedada na noite de ontem. De acordo com a Polícia Militar, os torcedores jogaram fogos de artifício e garrafas em frente ao hotel.

"Não deixaram a gente dormir, muitas pessoas atirando bombas. O que houve ontem foi histórico", disse o mandatário paraguaio.

Na sequência, o presidente do Atlético-MG, Alexandre Kalil, afirmou que incidentes desse tipo são comuns em jogos da Libertadores. Ele citou o caso do torcedor do clube mineiro que sofreu uma emboscada e fraturou a perna com um tiro de arma de fogo no primeiro jogo da decisão, realizado no Paraguai.

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