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Atlético Mineiro vence a Libertadores pela primeira vez

Por Luiz Cosenzo, Enviado especial, e Paulo Peixoto | Folhapress
| Tempo de leitura: 3 min

O Atlético-MG exorcizou o fantasma que o assombrava desde 1971, quando ganhou o Brasileiro, título mais importante da história do clube.

Reuters

Ronaldinho vibra com Leonardo Silva, autor do gol que levou a decisão à prorrogação

Em uma partida dramática, o time devolveu no tempo normal a derrota de 2 a 0 para o Olimpia, no Paraguai, no jogo de ida, passou a prorrogação sem sofrer gols e levou o título nos pênaltis.

A conquista coroou o trabalho do técnico Cuca, que tinha fama de azarado, e do meia-atacante Ronaldinho, campeão do torneio pela primeira vez.

Desde o título com o Barcelona na Copa dos Campeões, em 2006, o meia Ronaldinho perseguia uma conquista de relevância após passagens frustradas por Milan e Flamengo. Já Cuca tinha perdido duas grandes oportunidades no torneio continental.

A primeira em 2004, quando o São Paulo foi eliminado na semifinal para o Once Caldas. Sete anos depois, fez a melhor campanha da primeira fase com o Cruzeiro, mas caiu nas oitavas.

Na decisão, o Atlético-MG contou com o trunfo de sua torcida que entoava o cântico "Eu Acredito" desde a chegada da delegação no estádio.

Com o apoio, o time mineiro começou pressionando o Olimpia, que se defendia e explorava o contra-golpe.

Apagado na primeira partida no Paraguai, Ronaldinho mostrava disposição. Porém, não criou grandes jogadas.

Já Bernard se movimentava pela esquerda, mas estava bem marcado. Tardelli era o mais lúcido e foi quem criou a melhor chance. Jô enfiado entre os zagueiros brigava muito, porém sem sucesso.

Mesmo priorizando a marcação, o Olimpia criou a melhor chance da etapa inicial. Em uma bola enfiada pelo principal jogador do time, o meia Salgueiro lançou para Bareiro, que saiu na frente do gol e Victor fez bela defesa.

Na etapa complementar, Cuca voltou com Rosinei no lugar de Pierre para melhorar a saída de bola. Logo no primeiro minuto, o meia cruzou, a zaga adversária falhou e Jô abriu o placar.

A partir daí o clube mineiro aumentou a pressão. Na bola aérea, principal jogada do time na competição, Leonardo Silva acertou o travessão e ainda obrigou Silva fazer grande defesa. O goleiro ainda salvou os paraguaios em um chute de Ronaldinho.

Cuca colocou Alecsandro no lugar do lateral Michel e Guilherme na vaga de Tardelli. As esperanças ainda permaneceram com a expulsão de Mansur. Antes do cartão vermelho, Ferreyra passou por Victor, mas escorregou na hora de concluir.

De tanto insistir o gol aconteceu. Aos 41min, Leonardo Silva marcou o segundo gol e levou o jogo para a prorrogação.

Com um jogador a mais na prorrogação, o Atlético-MG pressionou, mas não chegou ao gol.

A exemplo do que aconteceu nas quartas de final e na semifinal, Victor foi o herói nos pênaltis. Ele pegou a primeira cobrança de Miranda com os pés e ainda contou com a sorte após Giménez acertar a trave. Com isso, o Atlético-MG venceu por 4 a 3.

Nas quartas de final, defendeu um pênalti nos acréscimos do segundo tempo. Na semifinal, pegou a última cobrança contra o Newell's.


ATLÉTICO-MG

Victor; Michel (Alecsandro), Réver, Leonardo Silva e Júnior César; Pierre (Rosinei), Josué, Diego Tardelli, Ronaldinho e Bernard; Jô. Técnico: Cuca


OLIMPIA

Martín Silva; Manzur, Miranda e Candia; Alejandro Silva (Giménez), Mazacotte, Aranda, Pittoni e Benítez; Salgueiro (Baez) e Bareiro (Ferreyra). Técnico: Ever Hugo Almeida


Arbitro: Wilmar Roldan (COL)

Cartões Amarelos: Bernard, Luan (A), Salgueiro, Martín Silva, Ferreyra, Giménez e Benítez (O)

Cartão Vermelho: Manzur (O)

Gols: Jô, a 1min, e Leonardo Silva, aos 41min do 2º tempo

Público: 56.557 pagantes

Renda: R$ 14.176.146,00

    


 

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