Pressionada pela piora no mercado externo, a Bovespa não teve força para dar continuidade à trajetória de recuperação vista nas últimas sessões e fechou o pregão de ontem em baixa de 0,91%, aos 48.374 pontos. O movimento de realização de lucros foi protagonizado por ações mais líquidas, como Petrobras, Vale e bancos, que fizeram com que o Ibovespa devolvesse parte do ganho de 7,2% acumulado em seis dos últimos sete pregões.
O principal índice da Bolsa denunciou o cansaço sobretudo com a abertura de Wall Street, que instaurou de vez o tom negativo à sessão. Na máxima do dia, o Ibovespa subiu 0,14%, aos 48.888 pontos e, na mínima, no começo da tarde, respeitou o suporte dos 48 mil pontos, em queda de 1,68%. O volume financeiro segue fraco e totalizou R$ 5,519 bilhões (dado preliminar), refletindo as férias no hemisfério norte. No mês, o Ibovespa acumula alta de 1,93%, mas no ano, contabiliza perda de mais de 20%.
Entre as blue chips, Petrobras ON e PN recuaram 0,87% e 0,12%, respectivamente. Os papéis da Vale, por sua vez, reduziram as perdas ao fim da sessão, com as ações ON em queda de 0,34% e as PNA em alta de 0,10%. Das 71 ações que compõem a carteira teórica do Ibovespa, apenas 16 conseguiram fechar no azul.
O ranking de quedas do Ibovespa foi liderado por MMX ON, que recuou 9,58% e Gafisa, com perda de 4,52%. Na sequência, aparecem DPG Realty ON (-4,08%), JBS ON (-4,07%) e LLX ON (-4,00%).
Na contramão, Oi ON e PN encabeçavam as principais altas do índice à vista, com ganho de 7,16% e de 5,23%, nesta ordem, após passarem a manhã entre os destaques de perdas do dia. A operadora informou ontem que não pagará dividendos, mas a leitura é que a notícia já era esperada; foi apenas uma confirmação do cancelamento da antecipação da distribuição de dividendos de 2013 no valor de R$ 1 bilhão que seria realizada em agosto. Brookfield ON subiu 3,53% e CCR ON avançou 1,21%.
Em Wall Street, o índice Dow Jones fechou em baixa de 0,16% e o S&P 500 registrou desvalorização de 0,38%, enquanto o Nasdaq fechou em leve alta de 0,01%.
JUROS
CDB prefixado/30 dias: 8,24%
CDI: 8,21% ao ano
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 estava em 8,435%, de 8,425% ajuste anterior. O DI para janeiro de 2014 marcava 8,76%, de 8,74% anteontem. O vencimento para janeiro de 2015 indicava taxa de 9,34%, de 9,28% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 apontava 10,36%, ante 10,23% anteontem, enquanto o DI para janeiro de 2023 estava em 10,90%, de 10,75% no ajuste anterior.
OURO
Ouro/grama: R$ 95,40
Variação: queda de 0,83%
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM &F), o ouro foi cotado a R$ 95,400, com queda de 0,83%. Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, nos EUA, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,322,00 e fechou em queda de 1,76%. Um onça-troy equivale a 31,1035 gramas.
DÓLAR
Comercial: R$ 2,251
Variação: alta de 1,27%
O dólar comercial encerrou o dia de ontem negociado a R$ 2,249 para compra e a R$ 2,251 para venda, com alta de 1,27%. O dólar turismo encerrou o dia cotado a R$ 2,153 na compra e a R$ 2,367 na venda, com alta de 1,02%. O dólar paralelo foi negociado a R$ 2,24 na compra e a R$ 2,390 na venda, com variação estável.