Internacional

Tribunal decreta prisão preventiva de 15 dias para Mohammed Mursi

Folhapress
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Mohammed Mursi, presidente egípcio deposto no início do mês, teve ontem sua prisão decretada pelas autoridades do país. Ele deve permanecer 15 dias detido por um rol de acusações que inclui a morte de soldados e a conspiração com o grupo militante palestino Hamas.


O islamita é mantido incomunicável em lugar desconhecido desde o golpe militar que o retirou do poder, em 3 de julho, na sequência de manifestações em massa contra seu governo. Mas, até então, não havia uma acusação formal contra ele.


Estão previstas para hoje manifestações tanto de seus simpatizantes quanto da oposição secular que pediu sua deposição e insiste nos planos de transição política coordenados pelo presidente interino Adly Mansur, anteriormente líder da Suprema Corte Constitucional.


Há, como nas sextas-feiras anteriores, a expectativa de violência nas ruas do Egito, em especial no Cairo - onde manifestantes têm sido mortos em confrontos entre ambas as facções, desde o golpe de Estado.


Em 8 de julho, 51 islamitas foram mortos durante a repressão do Exército diante de um quartel da Guarda Republicana, onde se acredita que Mursi esteja detido.


A Irmandade Muçulmana, à qual o islamita está ligado, afirma que as acusações contra o ex-presidente são “ridículas”. “Acreditamos que mais pessoas vão perceber o que esse regime realmente representa -um retorno ao antigo Estado do [ex-ditador Hosni] Mubarak”, afirmou o porta-voz Gehad el-Haddad.


Mursi está sob investigação por sua fuga de uma prisão no norte do Cairo em 2011, ao lado de outros líderes da Irmandade. Há suspeita de que houve participação do Hamas no incidente, o que constituiria uma grave interferência externa, por lei egípcia.

 

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