A Bovespa teve um início volátil, oscilando entre altas e baixas, mas conseguiu firmar-se no azul no período vespertino. O Ibovespa acabou fechando melhor que Wall Street ao ser sustentado pelo salto de mais de 10% das ações da Usiminas. CSN também subiu forte e ajudou a Bovespa a ter sua melhor semana do mês e do ano.
O Ibovespa fechou ontem com ganho de 0,72%, aos 49.422,05 pontos. Na mínima, registrou 48.633 pontos (-0,88%) e, na máxima, 49.422 pontos (+0,72%). Na semana, subiu 4,27%. Foi a terceira semana consecutiva de altas - na anterior, até então a melhor do ano, havia tido elevação de 4,10% e, antes, de 0,71%. Nestas três semanas, acumulou ganhos de 9,31%. Em julho, no entanto, a alta é menor, de 4,14%. E, em 2013, a bolsa acumula perda de 18,92%.
O giro financeiro foi mais uma vez fraco nesta sessão, totalizando apenas R$ 5,042 bilhões, sinal de que a volta do investidor não tem sido pautada pelo entusiasmo com as condições domésticas.
Hersz Ferman, da Elite Corretora, justificou que hoje os ganhos foram sustentados pelo salto das ações de Usiminas e CSN. No primeiro caso, a siderúrgica anunciou uma queda de 74% em seu prejuízo no segundo trimestre do ano em relação ao mesmo período do ano passado, para R$ 22 milhões. As perdas foram 83% menores do que a média das estimativas de sete instituições financeiras consultadas pelo Broadcast.
Usiminas PNA disparou 15,24% e liderou as altas do índice, enquanto Usiminas ON subiu 13,30% e ficou na segunda posição.
CSN ON fechou com ganho de 8,59%, a terceira maior alta do índice, com a notícia de que não chegou a acordo com o grupo alemão ThyssenKrupp sobre a CSA.
Petrobras PN teve valorização de 0,65%, mas a ON recuou 0,18%. Vale PNA terminou em +0,38% e a ON ficou estável.
Por outro lado, Embraer ON caiu 5,71% e liderou as perdas do índice, depois de ter anunciado prejuízo de R$ 6,7 milhões no segundo trimestre deste ano, ante lucro de R$ 124,4 em igual período de 2012.
Em Wall Street, o Dow Jones fechou com ligeira alta de 0,02%, aos 15.558,83 pontos. O S&P terminou em +0,08%, aos 1.691,65 pontos, e o Nasdaq subiu 0,22%, aos 3.613,16 pontos. Na semana, as bolsas acumularam, respectivamente, +0,10%, -0,03% e +0,71%.
JUROS
CDB prefixado/30 dias: 8,26%
CDI: 8,22% ao ano
Ao término da negociação regular na BM&FBovespa, a taxa do contrato futuro de juro para outubro de 2013 (13.505 contratos) era negociada a 8,45%, na máxima, de 8,44% no ajuste anterior. O contrato para janeiro de 2014 marcava 8,80%, também na máxima, de 8,76% no ajuste anterior. O vencimento para janeiro de 2015 indicava taxa de 9,40%, de 9,34% na véspera. Na ponta mais longa da curva a termo, o contrato para janeiro de 2017 apontava 10,52%, ante 10,46% anteontem.
OURO
Ouro/grama: R$ 97,00
Variação: alta de 0,21%
Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM &F), o ouro foi cotado a R$ 97,00, com alta de 0,21%. Na Comex, divisão de metais da Bolsa Mercantil de Nova York, nos EUA, a onça-troy do metal era cotada a US$ 1,332,80 e fechou em queda de 0,01%. Um onça-troy equivale a 31,1035 gramas.
DÓLAR
Comercial: R$ 2,256
Variação: alta de 0,73%
O dólar comercial encerrou o dia de ontem negociado a R$ 2,254 para compra e a R$ 2,256 para venda, com alta de 0,73%. O dólar turismo encerrou o dia cotado a R$ 2,190 na compra e a R$ 2,363 na venda, com queda de 0,17%. O dólar paralelo foi negociado a R$ 2,24 na compra e a R$ 2,40 na venda, com alta de 0,42%.