Ser

Dos 8 aos 80


| Tempo de leitura: 3 min

Em 20 de julho foi comemorado o Dia do Amigo. Na última sexta-feira, 26, celebrou-se o Dia da Avó. Unindo "o fofo ao agradável", esta matéria foi feita em homenagem às duas datas, de uma só vez, com histórias muito interessantes.

Não foi nada difícil encontrar netas e avós tão intimamente ligadas, a ponto de se considerarem melhores amigas, confidentes uma da outra. Se avó é mãe duas vezes, o amor também vem sempre em dobro. É ele que une gerações tão distantes e derruba todo e qualquer tipo de preconceito. Dos 8 aos 80, meninas, mulheres e senhoras que têm fome de vida trocam experiências e estão em conexão total.

Uma lição de vida

A enfermeira Ana Cristina França Nunes, de 28 anos, foi batizada com esse nome em homenagem à avó, Anna dos Santos França, de 70. "Só que o tabelião se enganou e ?comeu? um ?n?", reforça a jovem, que foi criada pela matriarca da família: "Dormi na cama dela do 1 aos 15 anos, e expulsei meu avô para o outro quarto (risos). Ela é meu xodó, não fico um dia sem visitá-la".

Dona Anna é do tipo avó de todos na igreja que frequenta, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Mas a primeira de quatro netos tem um lugarzinho especial do lado esquerdo do peito: "Somos muito amigas, conversamos sobre tudo, contamos segredos. Tenho o maior prazer de tomar conta do meu bisnetinho, filho dela".

Em contrapartida, Ana ajuda a avó nos estudos. Cheia de energia, a senhorinha voltou à sala de aula para realizar o sonho de cursar a faculdade de Serviço Social.

Uma beleza de avó

Aos 65 anos, Jeanette Polmon é uma avó nada tradicional: longe de saber fazer os famosos bolinhos de chuva, ela é boa mesmo nas passarelas. "Fui eleita Miss Rio de Janeiro Maturidade e Rainha da Maturidade", conta a bonita avó de Luanah de Barros Polmon, de 10 anos.

A menina, que se diverte em viagens à Disney e ao Nordeste do Brasil ao lado da jovem senhora, quer seguir os passos dela profissionalmente: "Sonho ser modelo e tenho orgulho dela". Vaidosas, as duas adoram maquiagens, roupas e acessórios com estampas de onça e zebra. "Temos o mesmo formato de boca", mima Jeanette, que fez questão de adicionar a neta no Facebook: "Estamos conectadas o dia inteiro".


Vem dançar comigo

"Quando ela nasceu, diziam que era filha da avó, a minha cara!", conta, orgulhosa, Lucia Thomaz Pereira Nicacio, de 66 anos, a grande companheira de Maria Clara Nicacio Barreto, de 12. Avó e neta moram juntas e não se desgrudam, tamanha a afinidade.

A parceria em compromissos e lazer se estende até as aulas de dança de salão na academia Anna Moura, na Barra da Tijuca, Rio. "O que aprendemos aqui, colocamos em prática nas festinhas dos amigos dela. Sou eu quem a levo a todos os lugares", conta Lucia.

A neta já está planejando o próximo passeio com a melhor amiga: "Estamos criando coragem para irmos ao Pão de Açúcar juntas".

Encontro marcado

Se está sozinha, Adélia Coutinho de Hipólito, de 74 anos, não liga para novelas. Mas a hora de "Malhação" é sagrada para ela: é seu encontro marcado com a neta, Luiza Neves, de 15 anos, em sua casa no Catumbi, no Rio.

"Assistimos juntas. Se ela não entende certas modernidades, me pergunta. Minha avó não tem celular nem usa computador, mas é muito ligada", brinca a adolescente, membro do grupo 6 Que Sabem, de jovens conselheiros do jornal Extra, do Rio de Janeiro.

Como toda avó, dona Adélia é só preocupação com a alimentação da moça: "Tão magrinha, não come direito. Mas minha comida ela adora", sorri, satisfeita.

Comentários

Comentários