O primeiro papa latino-americano possui um diferencial muito importante em relação ao seu antecessor, Bento XVI, no entendimento dos argentinos: ele é próximo da Igreja, não só em seu país, mas em todo o mundo e sua humildade tem sido destacada por toda a imprensa internacional. “Um santo”, alguns dizem.
Thiago Vendrami |
|
|
Grupo de jovens da Diocese de Formosa, na Argentina |
A reportagem do JCNet esteve com um grupo da Diocese de Formosa, ao norte da Argentina. Como se fosse uma tarefa difícil encontrá-los pelas ruas do Rio durante a Jornada Mundial da Juventude. Eles são, segundo estimativas da imprensa argentina, em 40 mil. Além da proximidade entre os países, o carisma de Francisco reúne multidões.
“Ele, desde quando era somente um padre, já tinha este carinho com a comunidade, o jeito de tratar seus filhos com proximidade, perguntando sempre como estão, ajudando nas atividades pastorais, vivendo como uma família cristã”, comenta José Lopez Uriburu, líder do grupo.
Para o líder, que possui uma família tradicionalmente católica, quando foi anunciado o cardeal Jorge Mario Bergoglio como papa, o País entrou em festa. “Foi uma emoção muito grande, inexplicável, não imaginávamos tamanha surpresa, muitos gritavam e choravam. Outros pareciam não acreditar. Nosso querido cardeal, agora é papa”, relembrou.
Um papa pop
O fascínio de jovens por Francisco pode ser explicado, principalmente, por seu carisma. Enquanto passeia pelo papamóvel, abraça os fiéis, pega crianças no colo, estende seus braços para ser tocado, além de estar em carro aberto por sua vontade. “Este é o mesmo homem que conhecemos desde suas origens”, diz José.
No Rio de Janeiro não são apenas os católicos que ficam à espera do papa pela avenida Atlântica, em Copacabana. É comum ver pessoas de outras denominações, mesmo timidamente, esperar pela oportunidade de estar perto do líder da Igreja Católica Apostólica Romana.
Noite em Copacabana
Após a vigília com o Papa na noite deste sábado (27), milhares de jovens passaram a noite em Copacabana, em oração.
Como a Prefeitura do Rio não permitiu que se fizesse a ação na praia, os jovens do mundo inteiro ficarão nas calçadas e ruas que estarão fechadas até o final do evento, previsto para fim da tarde deste domingo (28).
