Carros-bombas explodiram nesta segunda-feira em ruas e mercados movimentados do Iraque, matando 60 pessoas em áreas predominantemente xiitas, num dos dias mais violentos desde que insurgentes sunitas passaram intensificar suas ações, meses atrás.
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Reuters |
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17 explosões, aparentemente coordenadas, foram concentradas em cidades do sul do Iraque |
As 17 explosões, aparentemente coordenadas, foram concentradas em cidades do sul do Iraque, região majoritariamente xiita, e em bairros de Bagdá habitados por seguidores dessa seita islâmica.
A Al Qaeda e outros grupos militantes sunitas intensificaram nos últimos meses sua insurgência contra suposta discriminações do governo iraquiano, dominado pela maioria xiita. A guerra civil na vizinha Síria, também com contornos sectários, contribui para a tensão entre as comunidades iraquianas.
No bairro de Sadr City, reduto xiita em Bagdá, uma minivan se aproximou de um grupo de trabalhadores diaristas que estava numa calçada, e o motorista convidou todos para entrar no veículo, para em seguida detoná-lo, segundo policiais e testemunhas.
"Alguém me diga por favor por que trabalhadores pobres são o alvo? Eles só querem levar comida para suas famílias!", disse o trabalhador Yahya Ali, que estava parado perto da van, mas não se feriu.
Estima-se que quase 4.000 pessoas já tenham morrido por causa da violência sectária no Iraque neste ano, sendo mais de 810 só neste mês, numa situação que leva muitos a temerem uma guerra civil.
Em Kut, cerca de 150 quilômetros a sudeste da capital, dois carros-bombas perto da rodoviária local mataram pelo menos dez pessoas.
Outras quatro morreram numa explosão em Mahmoudiya, cerca de 30 quilômetros ao sul de Bagdá, e outra duas morreram em uma dupla explosão em Samawa, mais ao sul.
Os demais ataques ocorreram em Bagdá, nos bairros de Habibiya, Hurriya, Bayaa, Ur, Shurta, Kadhimiya, Risala, Tobchi e Abu Dsheer.
Na semana passada, uma ação da Al Qaeda liberou centenas de militantes presos em duas penitenciárias iraquianas, e alguns especialistas acham que aquela fuga em massa está ligada aos ataques da segunda-feira.
