Internacional

Maquinista falava ao telefone com controlador de ferrovia na Espanha

Folhapress
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O maquinista do trem que descarrilou na última quarta-feira em Santiago de Compostela, na Espanha, olhava um mapa e buscava informações por telefone sobre o trajeto entre Ourense e Ferrol no momento do acidente, que deixou 79 mortos e 130 feridos.

As informações foram obtidas a partir das gravações das caixas-pretas do veículo, divulgadas pela Justiça da comunidade autônoma da Galícia ontem. De acordo com os registros, o trem trafegava a 192 km/h e, segundos antes do acidente, um freio foi ativado e diminuiu a velocidade para 153 km/h.

A partir das gravações, a polícia pôde verificar que Francisco José Garzón Amo conversava com funcionários da Renfe, empresa estatal que controla o serviço na Espanha. Minutos antes de descarrilar, ele recebeu uma ligação de um controlador indicando o caminho que deveria seguir para chegar a Ferrol, destino final do trem.

Durante a chamada, era possível ouvir o barulho de papel, como se o maquinista consultasse um mapa ou outro documento similar. Em seguida, a gravação é interrompida pelo ruído provocado pelo descarrilamento. A informação sobre a velocidade coincide com a revelada por fontes da investigação na última quinta-feira.

Na ocasião, o maquinista disse que estava a 190 km/h no momento do acidente. No domingo (28), Garzón reconheceu que havia ultrapassado o limite ao entrar na curva, cuja velocidade máxima é de 80 km/h, “por uma distração sua”.

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