Internacional

Snowden recebe autorização e entra na Rússia

Folhapress
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O técnico em informática Edward Snowden, que revelou o esquema de monitoramento de dados de internet e telefones feito pelos Estados Unidos, deixou hoje o aeroporto de Sheremetyevo, em Moscou, após receber um documento autorizando sua entrada no país.

Reuters

Snowden deixa aeroporto de Moscou e segue para local 'seguro'

Segundo o advogado que cuida de seu pedido de asilo, Anatoly Kucherena, o Serviço Federal da Imigração da Rússia concedeu os documentos que permitem a entrada do delator no país. Ele, no entanto, não informou se o papel é o asilo temporário que o informante havia pedido.


Funcionários do aeroporto de Sheremetyevo disseram à agência de notícias Reuters que Snowden entrou na Rússia e já deixou o terminal em direção a Moscou. A saída não foi confirmada por seu advogado de defesa. As autoridades russas ainda não confirmaram a concessão do documento.


Com isso, Snowden consegue entrar na Rússia após 39 dias morando em um hotel na área de trânsito de Sheremetyevo. Nesse período, ele pediu asilo a mais de 30 países, incluindo o Brasil, mas só havia conseguido permissão de Bolívia, Venezuela, Equador e Nicarágua.


Snowden, 30, trabalhava para a Agência de Segurança Nacional americana (NSA, sigla em inglês) como funcionário terceirizado da empresa Booz Allen Hamilton. Ele revelou detalhes sobre programas de espionagem à mídia britânica e norte-americana, que publicaram as informações no início de junho.


A NSA, cujo material foi divulgado por Snowden, é uma das organizações mais sigilosas do mundo. De acordo com as informações apresentadas pelo delator, a agência monitorou os registros de ligações de milhões de telefones da Verizon, segunda maior companhia telefônica dos EUA.


Também foram verificados dados de usuários de internet de todo o mundo em empresas de internet como Google, Facebook, Microsoft e Apple. O escândalo causou críticas ao presidente Barack Obama, que combateu a espionagem feita pelas agências quando fazia oposição ao republicano George W. Bush.

 

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