“Tentamos reanimá-lo por cerca de 30 minutos, mas, infelizmente, ele não esboçou nenhuma reação”, disse o médico do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu), Carlos Augusto Cameschi, logo após constar a morte do bombeiro Sérgio Donizete Silva, de 47 anos, por volta das 15h30 deste sábado (3). A vítima teria sofrido um infarto enquanto cortava uma árvore, na quadra 2 da rua Caetano Sampieri, Vila Universitária, em Bauru.
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Marcus Liborio |
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A equipe médica do Samu aponta que o bombeiro teria morrido após sofrer um infarto |
Segundo o JCNet apurou no local, durante o período de folga, para completar a renda mensal, o bombeiro, que é de Bauru e atua em Agudos, fazia o trabalho de podas de árvores na cidade. Uma aposentada, que não quis se identificar, contratou os serviços do bombeiro por conta de uma árvore de frente à sua casa, cujos galhos já avançavam para o outro lado da rua. “Estou desde 2008 tentando autorização da Secretaria Municipal do Bem-Estar Social (Sebes) para cortar essa árvore, mas só consegui o aval agora, após ter entrado com o segundo pedido, em junho deste ano”, conta. O prazo para podar a árvore, segundo o documento, vencia nesta segunda-feira (6).
“Foi então que procurei o bombeiro. Já tinha o visto fazer esse tipo de trabalho uma vez e, por isso, resolvi contratá-lo. Muito triste o que aconteceu”, lamenta.
Incidente
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Equipe médica do Samu tentou reanimar a vítima por cerca de 30 minutos |
A princípio, testemunhas acreditavam que Sérgio teria recebido uma descarga elétrica ao encostar-se aos fios da rede elétrica que passam por entre os galhos. A hipótese, contudo, foi descartada pela equipe médico que fez os primeiros socorros à vítima. “Tudo indica que ele (Sérgio) sofreu um infarto. Não há indícios de choque elétrico”, afirma o médico do Samu.
O ajudante do bombeiro, Evandro Fernandes Guimarães, 38 anos, testemunha ocular do incidente, contou à reportagem que foi tudo muito rápido e, no momento da possível parada cardíaca, não percebeu nada que levasse a crer em descarga elétrica. “Ele estava sobre o galho e pediu para avisá-lo quando não estivesse passando carro na rua. Eu segurava a corda para forçar a queda do galho ao asfalto e não correr o risco de atingir alguém ou uma casa. Vi quando ele ligou a motosserra e, de repente, me olhou e baixou a cabeça, como se estivesse desmaiado”.
Sérgio só não caiu da árvore porque estava preso ao equipamento de segurança. Ao perceber que o colega não respondia aos seus chamados, Evandro acionou o Corpo de Bombeiros.
Uma equipe da CPFL desligou a rede elétrica das imediações para que fosse feito o trabalho de resgate. Na viatura, médicos do Samu tentaram por mais de 30 minutos reanimar a vítima, ainda no local do incidente, mas sem sucesso.
Por volta das 15h30, veio à comoção e tristeza. Parceiros de trabalho de Sérgio lamentaram a morte do amigo, dizendo que ele era um excelente profissional.
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Marcus Liborio |
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Bombeiro teria sofrido o infarto enquanto cortava um dos galhos da árvore |
Problema antigo
Em meio à tristeza pela morte do bombeiro, moradores do local reclamavam que o problema com as árvores já vem de longa data. Uma mulher, que também não quis se identificar, afirma que há tempos pede providência por parte das autoridades, porém, sem sucesso.
“Já teve um acidente com uma motociclista uma vez por causa dos galhos extensos dessas árvores. Sem contar que nossas casas estão tomadas por cupim”, reclama.