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Show beneficente auxilia Asa Branca

Bruna Dias
| Tempo de leitura: 3 min

Quando se fala em “Zé do Prato” (já morto) e Asa Branca, logo vêm à mente os maiores nomes do rodeio brasileiro. Infelizmente, o que a fama traz – amigos, dinheiro, conforto, luxo – ela mesma tira em determinados momentos da vida, como é o caso do locutor Asa Branca, que hoje luta para driblar a criptococose, mais conhecida como Doença do Pombo. Sem a fama nem amigos, ele conta com apoio dos fãs, como o bauruense Alexandre Tose, que se mobiliza para realizar um show beneficente para ajudar o locutor.


Asa Branca, de nome real Waldemar Ruy dos Santos, 51 anos de idade, foi o segundo maior nome do rodeio brasileiro, ficando atrás somente do renomado Zé do Prato. A esposa dele, Sandra Santos, conta que Asa Branca narrou rodeios durante 30 anos. “Ele trabalhou ainda até janeiro deste ano, mas em fevereiro descobriu a doença, em um momento bem crítico, que ele já estava com hidrocefalia”, contou.


O auge da fama lhe trouxe muitos amigos e até filhos, mas a descoberta do vírus HIV e o consumo de drogas foram mudando os rumos de sua vida. “Ele é soropositivo e já foi usuário de drogas, então os médicos achavam que era abstinência. O médico disse que se ele não tivesse ido ao hospital naquele dia, podia estar morto. Passou por uma cirurgia de emergência e colocou duas válvulas no cérebro”.



Esforços


Sandra conta que os irmãos de Asa Branca não conseguem ajudá-lo no atendimento por conta de suas atribuições pessoais. “Cada um dos irmãos possui sua vida e não mora aqui. Eu cuido dele sozinha, os filhos somente ligam para saber como ele está, é muito triste ver que todos sumiram assim”.


Com muita dificuldade, Sandra usa a sua aposentadoria para o tratamento de Asa Branca e o sustento do casal. “Todos os dias ele toma oito comprimidos de fluconazol, por conta da Doença do Pombo. Às vezes eu consigo na rede pública, mas nem sempre tem. Uma caixa com dois custa cerca de R$ 30,00, daí já dá para imaginar o gasto”, acrescentou.


Na última semana, Sandra trouxe o marido para Buritama, onde tem parentes. Ela tenta reorganizar a documentação do locutor e pedir sua aposentadoria, para ajudar no custeio do tratamento.


Na volta, acabaram passando por Bauru e pararam para almoçar com o bauruense Alexandre Tose, locutor de rodeio. Fã de Asa Branca, ele conseguiu o contato do locutor através de um professor de Barretos.


“Eu sou muito fã do Asa Branca e estou muito triste com o que está acontecendo. Consegui o contato dele, fomos almoçar e prometi a ele que vou me mobilizar para fazer o show beneficente aqui em Bauru”, disse Alexandre.


O evento será realizado no dia 19 de outubro, na Chacra du Tadeu, em Arealva. São esperados nomes conhecidos da música sertaneja, como Teodoro e Sampaio, Jad e Jeferson, Derick e Fabrício e convidados.



Kit

Para ajudar no custeio do tratamento de Asa Branca, a esposa dele, Sandra Santos, está vendendo kits do locutor por R$ 50,00. O kit é composto por camiseta e dois CDs com versos e músicas. Quem quiser ajudar o locutor ou adquirir o kit pode entrar em contato com Sandra através do perfil “Asa Branca Locutor”, no Facebook. O número da conta para depósito é o 12.785-X e a agência é 1676-4, Banco do Brasil. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (14) 3018-0690 ou (14) 9743-3435.

A doença

De acordo com o Ministério da Saúde, a criptococose é uma infecção causada por um fungo que vive no solo, em frutas secas e cereais, que também fica isolado no excremento das aves, principalmente dos pombos. Ela aparece como uma meningite subaguda ou crônica, com sintomas de febre, dor no peito, rigidez na nuca, dor de cabeça, náuseas e vômito. O tratamento é feito com fluconazol, com doses ajustadas ao estado clínico do paciente.


 

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