O ator e cantor Fernando Silva, 34 anos, morreu na última quarta-feira em decorrência de problemas respiratórios, no Hospital Israelita Albert Sabin, na Tijuca, zona norte do Rio. Ele havia sido atingido por spray de pimenta e gás lacrimogêneo durante uma manifestação no dia 20 de junho.
Silva foi um dos fundadores do Cinema de Guerrilha da Baixada fluminense, que une cineastas e atores de São João de Meriti para produzir filmes com poucos recursos e oferecer oficinas a jovens da periferia.
Segundo colegas, ele sofria de problemas respiratórios depois que se recuperou de uma tuberculose há cerca de seis anos.
O caso dele, no entanto, teria se agravado após ser atingido por spray de pimenta e gás lacrimogêneo, lançados por PMs, em um ato na frente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).
Silva tinha nanismo e protestava pelos direitos dos anões na ocasião. Ficou conhecido no meio cinematográfico depois que gravou o curta cômico “Enterro de Anão” e se integrou a uma banda com o mesmo nome do filme.
A reportagem tentou contato com a família de Fernando Silva, mas ninguém foi localizado.