Não conheço profissão mais ingrata que a de policial! Certamente a opinião do povo não é a mesma destes jurados, dos intelectuais de sempre que vivem a enxergar no crime e no criminoso um "fenômeno do capitalismo" ou da classe artística que tradicionalmente glamouriza o crime e o bandido em músicas e filmes.
Com a condenação destes homens (heróis, em minha opinião), o duplo recado foi dado: de uma parte ao crime, como quem diz: ?Podem aprontar que nós os protegeremos?, e de outra a instituição policial desmotivada (e que, acredito, depois desta sentença começará a lavar as mãos em seu dia-a-dia), em algo como: ?Não mexam com eles, senão...?. Ser policial no Brasil é ser um eterno condenado ao baixo salário, à ingratidão e, agora, condenado por cumprir com o seu dever.
Paulo Boccato