Fabiana Karla ficou conhecida em todo País graças ao seu trabalho em programas de humor, como o que desenvolve até hoje em "Zorra Total", da Globo. No entanto, a atriz mostra que é possível transitar entre diferentes gêneros de atuação, dando vida à enfermeira Perséfone da novela "Amor à Vida". Ela diz que isso é um excelente aprendizado, até mesmo porque a obriga a pular do drama para a comédia todas as semanas.
O fato de repetir a parceria com Walcyr Carrasco, autor da trama do horário nobre e de "Gabriela", folhetim exibido no ano passado e no qual a atriz fez a fogosa Olga, é comemorado por ela também. Fabiana revela que se acha parecida com Perséfone em alguns pontos, em especial na maneira profissional como lida com o trabalho.
Fabiana conta que adora estar ao lado do povo e diz que a sua popularidade se dá de maneira simples, sem estrelismo. Tanto que, até mesmo quando está no mercado, a atriz conversa, troca receitas e tira fotos com todos.
Realizada com a carreira, Fabiana afirma que prefere não fazer planos futuros e, sim, pensar no agora, realizando da melhor forma o seu trabalho.
Depois da parceria com Walcyr Carrasco em "Gabriela", você voltou a trabalhar com o autor em "Amor à Vida".É difícil estar no universo desta novela, já que você está muito mais acostumada com o humor?
Fabiana Karla - É muito bacana. Eu sou uma atriz que faço o que me é proposto. Adoro fazer o "Zorra Total", onde me divirto e onde sinto que é a minha casa. Mas dou os meus passeios, como fiz em "Gabriela" e agora estou repetindo a dose em "Amor à Vida". É uma delícia repetir a parceria com o Walcyr (Carrasco), o Wolf (Maya) e o Marinho (Mauro Mendonça Filho). Fiquei lisonjeada ao ser convidada por eles.
"Gabriela" foi uma novela baseada no romance de Jorge Amado. Agora, "Amor à Vida" é uma trama moderna e atual. Isso acaba sendo um desafio maior?
Fabiana - Acho que, desta vez, mostro meu trabalho com uma personagem mais real, mais elaborada e atual. Então, isso é diferente para mim, e o bacana é que ela está na novela desde o começo. Perséfone veio com tudo. A enfermeira tem o trabalho dela e, ao mesmo tempo, tem um lado doce, sonhador, romântico e espera um grande amor.
Há algum traço seu na Perséfone?
Fabiana - A questão de ser responsável com o trabalho, de não ter espaço para ficar desatenta, já que ela lida com a vida das pessoas. Eu sou assim na minha vida profissional. Sou atenta, fico em cima mesmo, e a Perséfone tem um pouco disso.
Você é uma atriz muito querida e por onde passa as pessoas sempre querem falar com você. De onde vem todo esse carisma?
Fabiana - Eu me divirto com o meu trabalho e tenho essa proximidade com as pessoas. Eu adoro ir ao mercado e, como estou inventando umas receitas lights, troco receitas com as pessoas lá e até esqueço que sou atriz. Só caio na real quando as pessoas me pedem para tirar foto. É tudo tão natural. É bom estar com as pessoas. Eu sou curiosa e isso é importante para a minha profissão. Ser curioso, transitar no meio do povo, isso é a minha matéria-prima. Então, tenho que sentir de pertinho se o que estou fazendo está certo. Faço isso superbem.
Você fala que tem se aventurado na cozinha para criar novos pratos. O que despertou esse lado?
Fabiana - Meu namorado (Bruno Muniz) está com o colesterol um pouco alto. Comecei a fazer umas receitinhas mais leves, experimentando sabores em casa para comer e organizar o cardápio. E olha que estou conseguindo fazer tudo certinho (risos).
Hoje você está no ar em sua terceira novela. Está realizada com o que fez até agora na TV?
Fabiana - Totalmente realizada. Nunca fui pretensiosa e penso no agora. Estou me deleitando com a Perséfone porque é tão gostoso fazer o meu trabalho, que não tenho do que reclamar. Fico preocupada em fazer bem feito, imaginando o que as pessoas estão achando.
E como você lida com a crítica, seja ela especializada ou vinda dos fãs?
Fabiana - Sou conterrânea de Nelson Rodrigues (jornalista e escritor) e acredito que toda unanimidade é burra. Eu gosto que as pessoas se manifestem.