Polícia

Homem que investiu contra policiais no Pousada é levado à delegacia

Thiago Vendrami
| Tempo de leitura: 3 min

Douglas Reis

Anderson Aparecido da Cunha, 34 anos, foi levado ao plantão policial por volta das 11h25; ele poderá responder por tentativa de homicídio

O ajudante geral Anderson Aparecido da Cunha, 34 anos, que agrediu policiais militares no final da noite deste domingo (4) e acabou alvejado com três tiros na perna, chegou à Central de Polícia Judiciária (CPJ) por volta das 11h25 de hoje (5). Ele passava por atendimento médico no Pronto-Socorro Central (PSC).

Com auxílio de uma intérprete, já que Anderson é deficiente auditivo e, consequentemente, também não fala, ele prestará esclarecimentos ao delegado Rogério Dantas. Anderson poderá responder pelos crimes de tentativa de homicídio e lesão corporal.

PM teve trabalho para contê-lo

O fim de domingo (4) foi movimentado no Pousada da Esperança, em Bauru, por conta de uma ação que parecia cenas de filme. Oito policiais tiveram dificuldades para conter um homem acusado de investir contra eles. Dois PMs ficaram feridos e o suspeito foi baleado na perna.

De acordo com informações da polícia, a família de Anderson Aparecido da Cunha, 34 anos, acionou a PM pelo telefone de emergência e informou que ele estava descontrolado, sob efeito de álcool e conduzindo perigosamente o veículo VW/Gol na quadra 4 da rua Santo Garcia.  A viatura destacada para a ocorrência, ao se aproximar, recebeu as primeiras investidas do homem que tentava atingi-la e solicitou apoio, sendo atendida por outras duas equipes.

Ainda segundo a PM, a fim de preservar a integridade física do homem, policiais se abrigaram embaixo de postes, esperando um momento propício para abordá-lo. “Minha viatura foi a primeira a chegar para o apoio. Ele tentou atropelar a mim e outra policial quando desembarcamos do veículo para detê-lo. Conseguimos efetuar alguns disparos no pneu para evitar a ação dele”, explicou o policial Osnei Rodrigues Cesetti Junior.

Thiago Vendrami

Após perder controle do veículo, Anderson colidiu com o muro de uma casa

Com os pneus furados, Anderson perdeu o controle da direção e colidiu com o muro de uma residência, localizada na quadra 5 da rua José Alves Seabra, abrindo um buraco e assustando os moradores.

Com a colisão, o homem saiu do veículo e seis policiais tentaram, sem sucesso, contê-lo. Anderson, ainda conforme a polícia, se armou com um a barra de ferro, tentando atingir, desta vez, os policiais.

Sem conseguir dominar o rapaz, policiais informaram que se armaram com arma não letal Taser, que deveria imobilizá-lo. Ele resistiu a dois disparos e continuou a investir contra a equipe,

Os policiais, devido à gravidade da situação, utilizaram escudos de balística e partiram ao encontro de Anderson, que feriu um PM no braço e outro na nuca, fazendo com que este perdesse momentaneamente a consciência. Daniel Pereira Mascetra já estava caído quando Anderson ameaçou agredi-lo novamente. “Eu estava no chão e ele aplicou mais um golpe com o ferro em meu braço. Fiquei meio zonzo. Quando ele ameaçou dar mais um golpe na minha cabeça, os meus colegas disparam contra ele”, contou o policial.

Após três tentativas de imobilizá-lo, um tenente teria decidido disparar três vezes na perna de Anderson, cujas balas teriam atingido a coxa esquerda, a canela direita e a região da panturrilha direita.

O policial Daniel, que foi ferido na nuca, passou por atendimento médico e passa bem. Por volta das 10h30, ele se apresentou no plantão policial para o registro da ocorrência.

Já Anderson foi conduzido ao Pronto-Socorro Central com ferimentos leves. Às 11h25, ele foi levado à delegacia para prestar depoimento. Segundo o JCNet apurou, uma intérprete  foi chamada para auxiliar no interrogatório, que deve se estender até a tarde de hoje.

Primeira agressão grave em 11 anos

Em 11 anos na PM, Daniel Pereira Mascetra já havia sofrido agressões leves durante ocorrências, mas não a ponto de perder os sentidos.

“Já fui agredido a socos e por pedras, mas essa foi a agressão mais grave que sofri desde que entrei na polícia, em 2002. Poderia ser fatal se meus colegas não tivessem atirado contra ele”, pontua.  

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