Esportes

Perspectivas para a Rio-16 são mais concretas, diz supervisor

Por Por Mariana Lajolo, enviada especial | Folhapress
| Tempo de leitura: 1 min

A equipe brasileira deixou Barcelona com uma campanha histórica na maratona aquática (um ouro, duas pratas e dois bronzes) e com bom resultado nas piscinas (dois ouros e três bronzes). Para a Confederação Brasileira de Esportes Aquáticos, levando-se em conta todos os problemas enfrentados por alguns nadadores neste ano, o saldo foi "excelente".

No início de 2013, Flamengo e Corinthians, ex-clubes de Cesar Cielo e Thiago Pereira, entre outros, cortaram investimentos na natação. Cielo teve os joelhos operados em setembro, e Thiago se viu às voltas com uma lesão no quadril neste ano. Além disso, a PRO 2016, equipe em que treinavam, foi dissolvida.

"Dentro das circunstâncias [atletas de ponta sem clube, lesões e mudanças de estrutura] foi melhor do que esperávamos. Definitivamente, não se consegue um resultado destes sem um trabalho enorme de equipe, e isso inclui ajuda de Correios, Ministério do Esporte e COB", disse Ricardo de Moura, supervisor técnico da natação.

"Já temos uma configuração sólida para 2016. As perspectivas agora estão mais concretas. Falta muita coisa ainda, mas estamos na briga e com um caminho mais acertado, com aprendizado do que deu e o que não deu certo. Entre os acertos cito o planejamento técnico. Temos hoje uma periodização de treinamento acertada e ajustada com o restante do planeta."

Em Barcelona, Cesar Cielo conquistou um tricampeonato inédito nos 50 m livre e nos 50 m borboleta Thiago Pereira foi bronze nos 200 m e 400 medley, e Felipe Lima chegou em terceiro nos 100 m peito.

"A história fez justiça com o Thiago Pereira. É raro ver isso acontecer", festejou Moura, sobre as primeiras medalhas do nadador em Mundiais. "Ele tirou todos os fantasmas que tinha em um ano", completou o dirigente, relembrando a prata nos 400 m medley na Olimpíada de Londres-2012.

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