Política

Vereadores engrossam críticas a problemas de maca em corredores

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar da solenidade em comemoração ao aniversário de 117 anos de Bauru, a sessão da Câmara Municipal desta segunda-feira foi marcada por críticas de vereadores ao cenário de caos na saúde. O médico Paulo Eduardo de Souza (PSB) afirmou que as instituições terão que ser amadurecidas “no porrete”.

“Terá que ser uma conquista, porque já fizemos tudo o que era possível. Só uma ação civil pública pode resguardar a saúde de Bauru” afirmou, após lembrar que, ontem, havia 63 pacientes esperando a liberação de vagas hospitalares nas unidades de saúde do município.

Sem citar nomes, Telma Gobbi (PMDB) criticou a resposta do diretor do Departamento de Urgência e Emergência (DUE) do município. Ao JC, ele alegou não saber do estado de saúde de um paciente que foi a óbito enquanto aguardava vaga hospitalar em razão do ponto facultativo da semana passada. “Pronto-Socorro não pode parar nem por luto”.

Antes de mencionar, mais uma vez, o jogo de empurra entre os entes federativos, a vereadora também criticou a postura do Estado por tentar justificar que das cinco principais causas de internação, três são de responsabilidade da saúde básica. “Dizem que não vão internar casos de pneumonia porque não é com a mãe deles”, pontuou.

Ainda sem citar nomes, mas em crítica velada ao secretário Fernando Monti, Telma disse que um gestor de saúde precisa saber como encarar críticas sem entendê-las como pessoais. “Eu sei o quanto é difícil ser gestor, mas quem quer, tem que encarar”.

Sandro Bussola (PT) também mandou recado a Monti. “Bauru precisa de um gestor que acorde às 6h da manhã”. Há um grupo de vereadores que, frequentemente, critica a recorrente distância do secretário de Saúde da cidade e de seus problemas diários.

O petista afirmou ainda que “existem coisas medonhas” acontecendo na Saúde de Bauru, desconhecidas por Fernando. Questionado pela reportagem, ele garantiu que se tratava da remuneração por produtividade paga aos médicos que atender casos de urgência e emergência. Isso, porém, é de notório conhecimento de Monti.

Fabiano Mariano (PDT) lembrou que nesta terça-feira entraria em vigência lei de sua autoria que obriga a publicação das iniciais dos pacientes que esperam por leitos de hospitais há mais de 48 horas. “As vagas só aparecem quando há clamor popular”.

Frases dos vereadores

“As instituições terão que ser amadurecidas no porrete” - Paulo Eduardo

“Só uma ação civil pública pode resguardar a Saúde em Bauru” - Paulo Eduardo

“Não vão internar casos de pneumonia porque não é com a mãe deles” - Telma Gobbi

“A saúde de Bauru precisa de um gestor que acorde às 6h da manhã” - Sandro Bussola

“Vou lançar campanha para que munícipes não fiquem doentes em feriados” - Bussola

“As vagas só aparecem quando há clamor popular” - Fabiano Mariano

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