Pai da pequena Ana Júlia Souza de Andrade, 3 anos, Guilherme Andrade, 30 anos, conta que a filha recebeu alta do Hospital Estadual, ontem, sem um diagnóstico preciso. Ela foi internada na unidade no dia 30 de julho, exatamente na data em que o efetivo de funcionários foi reduzido a 30%. “Eles deram alta dizendo que ela está com constipação intestinal e sinusite. Mas minha filha ainda chora de dor e passou a noite vomitando”, lamenta Guilherme.
De acordo com ele, diagnósticos anteriores durante a semana passaram por apendicite, dor de garganta, infecção urinária e até suspeita de hepatite. “Deram até remédio contra meningite para ela. Eu já tinha dito que ela tinha sinusite há muito tempo e acho que, para se livrarem do problema, deram esse diagnóstico”, lamenta.
O pai ainda tenta, sem sucesso, ter acesso a uma cópia do prontuário da paciente para orientar o tratamento particular que pretende buscar para a filha. Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa da Famesp, gestora do HE, informou que os familiares devem procurar o médico responsável pela assistência para conversar sobre o estado clínico da criança.
As queixas, se houver, devem ser encaminhadas ao Serviço de Apoio ao Usuário (SAU) para que as eventuais providências possam ser tomadas. Ainda de acordo com a assessoria, a fundação não possui autorização para fornecer informações clínicas sobre a paciente, em respeito ao sigilo médico. O SAU pode ser consultado de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, pelo telefone (14) 3103-7778 ou pelo e-mail sau.heb@famesp.org.br.