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Saúde passa a divulgar lista de espera

Vitor Oshiro com Tisa Moraes
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Malavolta Jr

Pacientes aguardam internação hospitalar nos

corredores do Pronto-Socorro Central

Aprovada em junho pela Câmara Municipal, a lei que obriga a Prefeitura de Bauru a dar publicidade aos casos de pacientes que esperam a liberação de leitos hospitalares nas unidades municipais de urgência e emergência começa a valer a partir de hoje. A primeira lista foi disponibilizada no site da prefeitura ainda ontem.

Nela, constam as iniciais dos nomes daqueles que aguardam por 48 horas ou mais pela internação. A relação deverá ser publicada ainda em todas as edições do Diário Oficial do Município e em cartazes afixados nas unidades de saúde.

Serão divulgadas as iniciais dos nomes dos pacientes, o número do documento de entrada, a idade, o sexo, a cidade em que reside, a data de chegada do paciente e o nome da unidade, o dia e a hora em que foi solicitado o pedido de internação, para qual hospital foi dirigida a solicitação, além do tipo de internação (leito de UTI, clínico ou outra especialidade).


Estado responsabiliza município

Responsável por ofertar vagas de internação em Bauru, a Secretaria de Estado da Saúde informou, por meio de nota, que “lamenta profundamente que a falta de investimentos do poder público municipal de Bauru comprometa o atendimento oferecido para a população da cidade”. A pasta lembra que a região conta, atualmente, com 552 leitos integralmente custeados pelo governo do Estado e que a gestão municipal optou por não construir hospitais ou mesmo contratar leitos de internação em hospitais privados para reforçar a assistência à população, assim como fizeram outras cidades paulistas, como Santos, Sorocaba e Ribeirão Preto.

Na nota, a secretaria destaca ainda que um levantamento realizado pelo Hospital Estadual de Bauru mostrou que 30% dos pedidos de leito feitos hoje pelo Pronto-Central (PSC) foram retirados por melhora considerável do quadro do paciente. “Ou seja, são casos mal avaliados, que prejudicam a regulação de pacientes que, de fato, necessitam de leito”, acrescenta.

A assessoria afirma ainda que estudo realizado pelo Departamento Regional de Saúde (DRS-6) constatou que, das cinco principais causas de internações solicitadas pelo município, três - pneumonia, insuficiência cardíaca e transtornos de trato urinário - fazem parte da rede de assistência básica à saúde, sob a responsabilidade da esfera municipal.

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