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USP adere ao Enade, avaliação do governo federal

Folhapress
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Única instituição fora da avaliação nacional do ensino superior, a USP decidiu aderir à prova do Enade, mas de forma parcial. Os resultados de seus cursos não serão divulgados nos próximos três anos, e os alunos poderão faltar ao exame -para as outras escolas, a participação dos estudantes é obrigatória.

O acordo vale já para a prova deste ano e está sendo tratado como "cooperação técnica", segundo a reportagem apurou.  Especialistas vão analisar os instrumentos e práticas adotados pelo Inep (órgão do Ministério da Educação).

Após esse período experimental, a principal universidade do país vai decidir se entrará na avaliação.

A USP questiona o Enade desde a sua criação, em 2004. Uma das grandes resistências da universidade era que a prova começou a ser feita com amostras de alunos.

Por conta dessa pressão, o ministério mudou o sistema e tornou a prova universal.

Após essa alteração, os alunos que têm seus cursos avaliados, mas faltam ao exame, têm dificuldades em obter o certificado de conclusão.

Integrantes da universidade questionam ainda outros pontos, como a possibilidade de boicote dos alunos, que são obrigados a comparecer, mas não sofrem sanção se entregarem o exame em branco ou totalmente errado.

Devido a essas ressalvas, o modelo acertado entre o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, e o reitor da USP, João Grandino Rodas, é visto pelas duas partes como um primeiro passo para a entrada integral da universidade.

O presidente do Inep, Luiz Cláudio Costa, diz que os dados da USP ajudarão a qualificar "ainda mais" a avaliação.

Para o reitor da universidade, João Grandino Rodas, o projeto piloto "será benéfico a todos", pois permitirá que a USP compare seus cursos com as outras instituições. E docentes da instituição ajudarão a melhorar a avaliação.

Paulistas

A USP ficou isolada na resistência ao Enade quando a Unicamp, em 2010, decidiu entrar na prova. A outra estadual paulista, a Unesp, já participava do exame.

A legislação permite que as universidades estaduais decidam se participam do sistema de avaliação federal. As privadas e federais são obrigadas a participar do exame.

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