O Ministério Público Estadual (MPE) também irá investigar se pacientes que aguardavam vaga de internação receberam alta indevida do Pronto-Socorro Central, conforme denúncias recebidas pela Comissão de Direitos Humanos da subseção de Bauru da Ordem dos Advogados (OAB). Segundo a coordenadora da comissão, Yeda Costa Fernandes da Silva, quatro pessoas procuraram a entidade desde a semana passada para registrar a mesma reclamação.
“Percebemos que não se trata de um caso isolado. Em um caso, uma paciente relatou que ficou seis dias no Pronto-Socorro e foi mandada para casa sem apresentar melhora no quadro de saúde”, lamenta. Yeda adianta que tanto a Promotoria de Defesa da Cidadania e Saúde Pública quando a Secretaria Municipal de Saúde serão oficiados pela OAB.
Após averiguação preliminar, o caso poderá ser encaminhado para a Promotoria Criminal do MPE. Questionado sobre as denúncias, o secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, afirmou que nenhum paciente recebeu ou receberá alta indevida, mesmo diante da situação crítica vivida pela saúde de Bauru.
Ele pondera, no entanto, que aqueles que puderem ser tratados fora das unidades de urgência e emergência do município e dos hospitais geridos pela Famesp serão mandados para casa. “O problema de internação, que já era crônico, se tornou agudo. Então, o que pudermos fazer para minimizar os danos à população iremos fazer. Mas a alta só ocorrerá com a garantia que o paciente terá condições de fazer o tratamento devido”, frisa.