A ação que eventualmente poderá ser proposta pelo promotor Fernando Masseli Helene tem o objetivo imediato de viabilizar as internações dos pacientes que aguardam na fila de espera. Mas ele adianta que já solicitou a lista dos nomes e cópias dos prontuários de todas as pessoas que morreram no Pronto-Socorro Central (PSC) nos últimos 20 dias, quando a crise na saúde se agravou. Os documentos serão encaminhados à Promotoria Criminal, para análise e, se necessário for, instaurar inquérito para apurar a responsabilidade criminal sobre os óbitos.
De acordo com o PSC, desde o início da greve dos funcionários da Famesp, no dia 25 de julho, cinco pessoas morreram na unidade antes de serem transferidas para os hospitais públicos de Bauru. Anteontem, uma idosa de 84 anos, que esperava há seis dias por transferência para uma cirurgia cardíaca, morreu sem receber o atendimento.
Médio prazo
Sem definir data, a diretora do Departamento Regional de Saúde 6 (DRS-6), Doroti da Conceição Vieira Alves Ferreira, informou que o governo do Estado irá criar, no curto e médio prazos, seis novos leitos de UTI para o Hospital Estadual e 12 leitos para o Hospital de Base. Nenhum dos dois projetos dependerá de novas construções, mas o último projeto, no entanto, ainda está sujeito à reativação de algumas áreas do HB, que funciona hoje com 120 leitos.
O plano, no longo prazo, é fazer com que o Base, a única porta de entrada para os casos de urgência e emergência em Bauru, chegue aos 200 leitos – ampliação considerada suficiente para dar conta de toda a demanda da região. Há ainda o projeto, sem recurso garantido, de utilizar o Instituto Lauro de Souza Lima como retaguarda para os dois hospitais já existentes, com 23 leitos de alta complexidade, inicialmente, com objetivo de totalizar 57 leitos.