A família de Henry Gabriel dos Santos Hinckel, bebê de um ano que morreu no dia 25 de julho após ser atendido no Pronto-Socorro Central (PSC), suspeita que um suposto erro médico acrescido pela demora no socorro do garoto tenham culminado com o óbito.
O caso está sendo apurado pelo Departamento de Urgência e Unidades de Pronto Atendimento. Segundo a avó do bebê, Simone dos Santos Baptista, 34 anos, Henry teria passado mal no último dia 18 por conta de um refluxo e, após ser atendido no PSC, teria sido liberado, mas uma semana depois o garoto voltou a passar mal e morreu ao chegar ao pronto-socorro.
“Ele acordou apontando para a garganta e não respirava direito. Esperamos o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) por uns 20 minutos. Colocamos ele no carro de um vizinho e, quando chegamos lá, já não respondia aos procedimentos”, conta Simone.
O atestado de óbito aponta que o garoto morreu às 17h58 do dia 25 de julho, data em que também teve início a greve dos servidores da saúde. O documento aponta para insuficiência respiratória, acrescida por aspiração de conteúdo alimentar e doença asmática, como as causas da morte.
“Na primeira vez que ele passou mal, a médica fez apenas um raio-x e nos liberou, mas ele teve febre nos dias seguintes. O leite deve ter ficado no pulmão e causado essa infecção. Se tivessem feito uma aspiração na primeira vez, ele poderia estar vivo”, acredita. A família promete ingressar com ação judicial.
Segundo a assessoria de imprensa da administração municipal, a Secretaria Municipal de Saúde, por meio do Departamento de Urgência e Unidades de Pronto Atendimento, informa que o departamento deverá averiguar os fatos para as devidas providências.
Reclamações quanto ao atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento do Município devem ser registradas junto à Secretaria Municipal de Saúde, na rua José Aiello, 3-30.