Tribuna do Leitor

(Des)Educação


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Neste domingo, 04.08, por volta de 9h30, fui procurado por participantes da Caminhada pela Família assustados com veículos que insistentemente buzinavam e investiam sobre os participantes que estavam pela avenida Getúlio Vargas, assim que o semáforo passava ao verde aos veículos. Para muitos, uma situação "normal", mas aos olhos de um ser humano isso mais parece o manifestar do inferno na Terra.

Na tentativa de minimizar o risco de uma tragédia, procurei conter o "avanço" rodoviarista dos mais exaltados, bloqueando a via até que os últimos participantes passassem. Com isso fui hostilizado, questionado e ameaçado por um motorista que aterrorizava outra motorista que não avançava quando o semáforo lhes indicava o verde. Esse mesmo motorista desceu do veículo e, transtornado, investiu contra mim, só se contendo quando policiais militares, de forma enérgica, o advertiram. Nem assim essa pessoa se acalmou, ofendendo a todos porque queria cruzar a avenida. O tal motorista, morador da região, conseguiu por fim mover-se e, parando veículo sobre a faixa de pedestre, abriu o vidro do veículo e deu-me ciência de que me encontrará "no inferno" que seja e me matará para que eu saiba com quem estava "mexendo". Isso dito, saiu em disparada, cantando pneus e pouco se importando com os demais habitantes do Planeta.

Não foi a primeira vez que escuto isso de um motorista mais exaltado, mas nesse evento específico, uma Caminhada pela Família, com centenas de pessoas - muitas crianças - num domingo, levando às ruas uma mensagem Nobre onde se promove a Família, a Paz, a convivência, me pareceu completamente absurda a atitude de alguém que pertence a uma conhecida família da cidade e com seu ato acabou por despertar a ira de outros poucos que investiram contra os policiais alegando estarem com seus direitos constitucionais violados... O lado positivo é que a Caminhada atingiu seu objetivo e, de forma mais tranquila, chegou ao seu fim com a consciência do dever cumprido e que quem presenciou o destempero de alguns poucos ajudem-nos a conscientização de que pedestres são a parte mais vulnerável do trânsito e devem ser respeitados, acima de qualquer coisa.

Marco Labão

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