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Dilma e Alckmin inauguram etanolduto em Ribeirão Preto |
A presidente Dilma Rousseff e o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), se encontraram ontem após trocarem acusações no início do mês sobre as falhas do sistema metroviário na Capital paulista.
Ambos deixaram o clima hostil de lado e adotaram discurso positivo. O encontro ocorreu na inauguração da primeira etapa do etanolduto entre Ribeirão Preto (213 km de Bauru) - um dos maiores polos produtores de etanol do País - e Paulínia (238 km de Bauru), um dos principais polos de distribuição de combustíveis.
A presidente e o governador subiram juntos no palco para a cerimônia. O cerimonial da Presidência da República, responsável pela organização do evento, chamou os dois ao mesmo tempo. O mais comum em eventos é anunciar o governador e, só depois, a presidente.
Após a cerimônia, Alckmin embarcou com ela no carro da Presidência e seguiram para o aeroporto da cidade. Dilma voltaria para Brasília e Alckmin cumpriria agenda na região.
No começo do mês, Dilma criticou o sistema metroviário paulista em um anúncio de construção de corredores de ônibus com o prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT).
Ontem, os dois sentaram lado a lado. Ao lado esquerdo da presidente estava o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, e ao lado de Alckmin, a ministra-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência, Helena Chagas.
Participaram ainda do evento a presidente da Petrobras, Graça Foster, Sérgio Machado, presidente da Transpetro, Miguel Rosseto, presidente da Petrobras Biocombustível, e representantes das empresas que formam a Logum (empresa responsável pelo etanolduto) e dos governos estadual e federal.
Em ambas as falas, a presidente e o governador deixaram as críticas de lado e fizeram um discurso pró-ativo do setor sucroenergético e das obras de logística para escoar a produção, como o etanolduto e a hidrovia Tiête-Paraná, que será responsável por transportar etanol da região de Catanduva para Piracicaba, no Interior paulista.
Alckmin destacou o plano energético paulista e a produção de energia limpa pelo Estado. Por sua vez, Dilma destacou a parceria entre o público e o privado na construção do etanolduto de Ribeirão a Paulínia e pediu aos empresários para que não esqueçam da hidrovia. “Temos que investir na infraestrutura hidroviária porque é uma das mais baratas”, disse a presidente.
De acordo com ela, as obras de infraestrutura no Brasil são fundamentais para o País crescer. “Trecho do alcoolduto faz parte de um grande esforço do País para modernizar sua infraestrtura logística. Precisamos disso não só para escoar a produção e sermos competitivos, mas como elemento fundamental para o País crescer”, disse.
O etanolduto de Ribeirão a Paulínia tem 206 quilômetros de extensão. A execução do projeto custou R$ 1 bilhão e conta com recursos federais, por meio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A obra foi iniciada em 2011. O projeto total deverá ter 1,2 mil quilômetros e ligar Goiás ao porto de Santos. O investimento total previsto é de R$ 7 bilhões.
