Malavolta Jr. |
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Maioria dos servidores votou ontem pelo fim do movimento |
Depois de 19 dias em greve, os funcionários da Famesp resolveram retornar ao trabalho a partir das 19h de ontem, na troca de turno. A decisão foi tomada em assembleia realizada na sede do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos e Serviços de Saúde de Bauru, com início às 11h e término às 17h.
A assembleia foi aberta com a presença de cerca de 400 trabalhadores. A decisão foi por meio de voto aberto, por escrito.
Durante todo o dia, os funcionários votaram para escolher entre a continuação da greve ou aceitação da proposta feita pala Famesp feita no último dia 9.
De acordo com a proposta, a Famesp ofereceu 12% de reajuste nos salários de ingresso para quem ganha até R$ 1.000,00, retroativo a abril de 2013. Em fevereiro deste ano, funcionários da Famesp que ganhavam salário mínimo federal tiveram seus salários adequados ao salário mínimo estadual. Essa adequação significou um percentual de aumento de 9,16%. Para esses funcionários, serão descontados, dos 12% oferecidos pela Famesp, 9,16%. Eles receberão reajuste retroativo de 2,84%.
Para os funcionários de ingresso que recebem acima de R$ 1.001,00 até R$ 1.500,00, a Famesp ofereceu reajuste de 8,5%. Esses funcionários receberão 2% de reajuste salarial retroativos a abril porque já vinham recebendo 6,5% de antecipação salarial. Para os funcionários que recebem acima de R$ 1.501,00, a Famesp propôs 6,5% de reajuste, que também já foi concedido a título de antecipação salarial.
A Famesp ainda ofereceu R$ 300,00 de vale-alimentação e R$ 150,00 de auxílio-creche, com pagamento retroativo a abril. Os funcionários recebem R$ 275,00 de vale-alimentação e R$ 135,00 de auxílio-creche.
Além das propostas econômicas, a Famesp se comprometeu a não descontar os 19 dias que os trabalhadores em greve ficaram parados e a criar uma comissão paritária de negociação para que seja discutida uma política salarial para os funcionários da fundação.
Ao divulgar o resultado, a presidente do sindicato da categoria, Vera Lúcia Salvadio Pimentel, afirmou que o desejo da entidade era que os funcionários tivessem conquistado os 20% de reajuste salarial, os R$ 400,00 de vale-alimentação e os R$ 200,00 de auxílio-creche.
“A greve foi um marco histórico para os trabalhadores da Famesp. Há anos eles estão insatisfeitos com as condições de trabalho, mas não tinham coragem de se manifestar e de lutar pelos seus direitos. Esta greve pode não ter conquistado os percentuais que reivindicávamos, porém abriu as portas para futuras negociações e mostrou à Famesp o valor de todos os funcionários”, disse a presidente.
