Internacional

Egito: morte de manifestante agrava tensão


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Um membro da Irmandade Muçulmana foi baleado e morto, e pelo menos 11 pessoas ficaram feridas ontem no Egito, segundo as forças de segurança, num dia em que o grupo islâmico apontou policiais à paisana como autores de disparos contra uma passeata. A morte pode acirrar o impasse entre o governo provisório e a Irmandade, que exige a reinstauração do mandato do presidente Mohamed Mursi, deposto em julho por militares.

Apesar das ameaças dos últimos dias, as autoridades se abstiveram de usar a força para dissolver dois acampamentos da Irmandade no Cairo, e uma autoridade religiosa conseguiu algum avanço no estabelecimento de negociações. Mas os vários incidentes nas ruas mostram que o Egito permanece perigosamente dividido.

Pela manhã de ontem, milhares de partidários de Mursi saíram em passeata até o Ministério do Interior, onde foram confrontados com moradores que atiraram pedras e garrafas e chamaram os manifestantes de “terroristas”. A polícia usou gás lacrimogêneo contra a passeata, que paralisou o trânsito no Cairo.

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