Política

Alça do viaduto será paga com investimentos de iluminação

Nélson Gonçalves
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O acréscimo de R$ 950 mil para a conclusão da primeira alça do Viaduto inacabado, no Centro, será custeado com investimentos previstos no orçamento da Prefeitura de Bauru alocados para a iluminação pública. Esta é a saída encontrada pela Secretaria de Obras para conseguir bancar a despesa adicional dentro do pouco recurso disponível ainda neste ano.

Ontem, o secretário de Obras, Sidnei Rodrigues, contou que a alocação dos recursos adicionais saiu da conta de investimento para iluminação. “Os investimentos previstos em iluminação pública no orçamento deste ano sofreram o impacto da mudança na norma, em razão da concessionária ter deixado de realizar expansão de rede e substituições. Com isso, do que estava previsto para o setor, temos cerca de R$ 1,2 milhão que será deslocado para pagar o que falta da obra do viaduto até o final deste ano”, conta.

O secretário confirma que a pasta não teria, neste momento, outro recurso disponível para arcar com a despesa extra, fruto de aditivo no contrato original ainda em negociação com a construtora Bema Engenharia, vencedora da licitação para terminar a primeira alça do viaduto. “Entra esse valor dentro do nosso próprio orçamento, com a transferência dessa parte que falta para o viaduto. O valor também compõe a contrapartida exigida pela União no contrato de fundo perdido que destinou em torno de R$ 5,9 milhões de verba do governo federal para esta obra, através da bancada parlamentar paulista”, menciona.

A audiência pública para discussão das mudanças em obras de engenharia e serviços no término da primeira alça do Viaduto Inacabado, no Centro, não será mais realizada hoje, como previsto. A Secretaria de Obras solicitou prazo de mais 15 dias para concluir a renegociação do aditivo e quer apresentar as modificações já com a solução das pendências. Foram convocados para participar da audiência: o secretário municipal de Obras, Sidnei Rodrigues; o secretário municipal de Finanças, Marcos Garcia; o secretário de Negócios Jurídicos Maurício Porto; e os responsáveis pela empresa Bema.

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