Considerada por muitos atletas uma das provas mais agradáveis do calendário brasileiro de atletismo, a Meia Maratona Internacional do Rio de Janeiro chega a sua 17ª edição na manhã de hoje. A largada dos competidores de elite feminino será às 8h35, enquanto a elite masculina sai às 8h58, mesmo horário da largada geral, na Praia de São Conrado.
E vários bauruenses estarão competindo hoje na Cidade Maravilhosa. Muitos deles participam de outras provas ao longo do ano e estão se preparando há vários meses para esta importante prova. A ortodontista Natália Martins Insabralde, por exemplo, vai para a sua segunda Meia Maratona do Rio.
“Comecei a correr em 2007, e minha primeira prova foi a Maratona de São Paulo, fiz 5 km lá. Desde então venho correndo sempre, minha última competição foi a Volta da USP, em Bauru mesmo”, cita Natália. “Mas sempre procurei correr por prazer mesmo, sem pensar tanto em resultado, mas já consegui alguns bons resultados. Fui bem na EcoReunner deste ano, dentro da minha categoria (até 25 anos)”, comenta.
“Na primeira vez que corri a prova do Rio, fui para fazer 10 km, ainda acabei fazendo mais, corri até os 16 km. Mas desta vez vou para fazer a prova toda. Eu faço academia duas vezes por semana, e uma vez por semana treino corrida mesmo, na rua. Na academia, fazendo uma aula voltada às corridas”, explica Natália, que treina na Clínica Corpore.
“A prova do Rio é maravilhosa, a beleza dos pontos turísticos é bem legal. Claro que é uma prova cansativa, mas essa energia é muito forte, é gratificante correr lá”, conclui.
Paisagem
“É uma prova muito linda, o percurso é quase todo plano, e o fato de ser ao nível do mar ajuda muito”. Desta maneira a fonoaudióloga Patrícia Serrano Esteves Gomes, 42 anos, define a Meia Maratona carioca. “Além disso, é uma corrida democrática. A gente vê muitos idosos, deficientes físicos, muitos jovens, todo mundo junto. E só tem bastante subida no começo, em São Conrado, depois é plano”, pontua.
Ela vai para sua quinta Meia Maratona do Rio, desafiando inclusive uma lesão no quadril. “Eu descobri uma lesão no quadril, isso foi no começo, a gente acaba forçando um pouco para baixar o tempo. Comecei a ter dor, e o ortopedista falou para não correr longa distância. Mas a Meia Maratona do Rio eu sempre gostei de correr, aí consegui que me liberasse, mas desde que houvesse um acompanhamento”, cita.
“Passei a fazer aulas de pilates, acompanhar com mais frequência. Hoje treino de forma mais dosada, não preciso correr os 21 km no treino para conseguir competir”, frisa Patrícia. “Além disso, é importante correr com um tênis apropriado. Isso é fundamental. E claro, descansar bem na semana anterior à prova”, ressalta. “A São Silvestre, apesar de ser mais curta, é muito mais difícil do que a Meia Maratona”, finaliza.
A prova
Em sua 17ª edição, a Meia Maratona segue o percurso que já tornou a prova tradicional, na orla da Cidade Maravilhosa. A largada será na Praia do Pepê/São Conrado, passando por pontos turísticos do Rio como Leblon, Ipanema e Copacabana, até chegar ao Aterro do Flamengo, ponto final da prova.