Bairros

Calçada ou campo de guerra?

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 2 min

Calçada é um item essencial para a qualidade de vida de uma população. A gente só percebe isso quando dá uma topada, tropeça, entorta o pé. E como dá vontade de xingar.

A dona de casa Valderli dos Santos, 52 anos, disparou um desabafo na última terça-feira contra a calçada esburacada no Centro da cidade. “É uma vergonha”, reclama.

É de se perguntar como no Centro de Bauru exista algum passeio público (como são chamadas as calçadas) com alguma imperfeição?

Toda a área central recebe grande fluxo de pessoas que têm que andar devido à dificuldade de estacionar. Também tem o fato de que a cidade é de comércio e prestação de serviços. No Centro tem tudo. Todas as grandes marcas têm lojas na área central. Portanto, limpeza e condições para pedestres caminharem deveriam ser prioridade. Não são em Bauru.

Final da manhã tem um monte de caixas de papelão disputando espaço nas calçadas com pedestres na esquina do Calçadão com rua Rio Branco. Há muitas lixeiras destruídas. O poder público municipal tem sua responsabilidade e a população também. Afinal a cidade é nossa.

De certo modo, calçadas com algum tipo de imperfeição, esburacada ou inexistentes dizem como é o cuidado que a população tem com sua cidade. A legislação em vigor é clara ao atribuir a obrigação ao responsável legal ou proprietário de imóvel a instalação de calçada e sua manutenção. A lei prevê multa.

A legislação não pegou. Criada em 2009, pretendia fazer o gosto do bauruense. Não resolveu. Segundo a Prefeitura de Bauru, cerca de 30 reclamações somente sobre calçadas são encaminhadas diariamente à Seplan. Essa é a média deste ano que não se diferenciou muito do número de denúncias feitas em 2012.

Esta edição do JC Bairros percorreu vários pontos de Bauru flagrando o problema. Na avenida Nações Unidas, região leste, a condição do calçamento diverge muito da Nações que se vê entre a avenida Rodrigues Alves, Centro, e o viaduto da rodovia Marechal Rondon (SP-300). A mesma situação se observa na avenida José Vicente Aiello. No Jardim Carolina, uma calçada da EE Azarias Leite parece que sofreu um bombardeio.

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