Bairros

Problema está em todos os bairros

Ricardo Santana
| Tempo de leitura: 3 min

A aparência e a conservação de espaços públicos simbolizam o cuidado que a população e o poder público têm com sua cidade. Bauru já teve o incômodo de ser denominada “capital dos buracos”, uma marca que, parece, foi superada. No entanto, calçada sem condição para circulação de pedestres aumenta em uma projeção perigosa.

Na quadra 20 da rua Maria José esquina com a rua Aviador Gomes Ribeiro, na Vila Perroca, o calçamento com pedrinhas portuguesas deu lugar à terra, ondulações e a buracos. Um morador encaminhou a denúncia ao JC após se cansar de comunicar o fato à Prefeitura de Bauru. “Vejam só o estado lamentável que se encontra a calçada em frente a essa propriedade”, cita em tom de desabafo.  Indignado, o morador elenca os problemas. “A calçada está toda arrebentada, cheia de buracos perigosos, pedras soltas. Postinhos de trilho que poderão machucar alguém e mato crescido. Toda sorte de irregularidades. Quem é que fiscaliza isso aí? Pelo tamanho do mato parece que faz tempo que essa calçada está aí, desse jeito e oferecendo perigo para crianças, senhoras, idosos. Inclusive impedindo que deficiente passe por esse trecho.”

O trecho de rua é uma espécie de “alça” de acesso para veículos da avenida Duque de Caxias à avenida Nações Unidas, sentido Centro-bairro. Portanto, o tráfego é intenso e inviabiliza utilizar a rua para driblar o trecho de calçamento em péssimas condições.

O pedestre passa em zigue-zague para evitar os obstáculos. Na bagunça, um postinho foi arrancado e abandonado no meio da calçada esburacada.

A situação deste calçamento desrespeita o pedestre e infringe a lei municipal 5.825, que disciplina as calçadas. O parágrafo 6 do artigo 1 determina que “todos os passeios cujos lotes sejam em esquinas deverão prever durante a sua execução a implantação de rampa para deficientes. devendo para tanto requerer o material apropriado e especificações junto à Secretaria Municipal de Obras”.

A lei é de 2009, enquanto que o imóvel é anterior à criação da norma. A situação da calçada da rua Maria José exemplifica como a legislação não pegou. Porém é preciso que se adapte à lei. Os postinhos de proteção do muro contra eventual colisão de veículo têm que ser retirados para dar lugar a uma rampa que propicie acessibilidade a deficientes.


Mato

Um pouco mais acima, do outro lado da rua Altair Leite de Campos, há um enorme terreno baldio também aparentando abandono. Se de um lado a calçada está destruída, do outro não há calçamento algum. Entulho, lixo doméstico, restos de poda de árvores, disputam espaço com o mato alto.

Em um município campeão em casos de dengue, o terreno abandonado é criadouro certo para o mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença que vitimou milhares de pessoas neste ano em Bauru.


Quadra esquecida no Carolina

Em alguns pontos com calçamento destruído pode-se argumentar que não há circulação de pedestre para justificar o conserto do passeio. O raciocínio também poderá ser o contrário. As pessoas não fazem caminhada ou não passam pelo lugar porque não há calçada.

A quadra 4 da rua Altair Leite de Campos parece um lugar esquecido em Bauru. De um lado da rua a calçada está completamente destruída. O local é os fundos da EE Azarias Leite, no Jardim Carolina. Um portão está isolado pelas péssimas condições do calçamento. Alguns pontos acumulam lixo e entulho de construção. A impressão é de que há muito tempo a calçada está irregular.

 

Comentários

Comentários