Política

Vereadores sugerem que Famesp assuma PSC

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.

Paulo Eduardo preside a Comissão de Saúde da Câmara

Em tom provocativo e crítico à entidade gestora do parque hospitalar de Bauru, os vereadores Paulo Eduardo de Souza (PSB) e Raul Gonçalves Paula (PV) sugeriram que a Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp) assuma o gerenciamento do Pronto-Socorro Central (PSC).

“Ou vice-versa: que entreguem o Hospital de Base (HB) para o município. Mas precisamos que as duas unidades funcionem de forma integrada”, explicou o parlamentar do PSB.

Na mesma linha, o vereador do PV chamou de “idiotice” as tentativas de transferir para os profissionais do PSC a responsabilidade sobre eventuais falhas nas solicitações de internações hospitalares.

“Se acham que o município está errando, seja macho de colocar paciente para dentro do hospital e dê alta no mesmo dia. Mas vai ter que assinar embaixo”, provocou Raul, durante a sessão de ontem.

Na tribuna, o parlamentar criticou os argumentos da Secretaria do Estado de Saúde para justificar a morte de José de Oliveira após aguardar leitos hospitalar por 14 dias, inclusive com a conquista de duas ordens judiciais que lhe garantiam uma vaga.

O paciente só conseguiu a internação quando solicitado pedido para UTI à Central de Regulação de Serviços e Ofertas de Saúde (Cross).

Raul Paula teve acesso ao prontuário de Oliveira e argumentou: “Inicialmente, seu quadro era estável e não havia a necessidade de uma UTI. No entanto, 13 dias esperando fizeram com que o quadro se agravasse. É impossível jogar culpa para o Pronto-Socorro. Estão brincando com a gente”, finalizou.

Audiências

A Comissão de Saúde da Câmara Municipal solicitou audiência com o novo secretário de Saúde do Estado de São Paulo, David Uip. Os vereadores também querem reunião com o Ministério Público Federal (MPF), Ministério Público Estadual (MPE), Famesp, Departamento Regional de Saúde (DRS-6) e prefeitura para discutir o déficit de leitos. A data, porém, ainda não está marcada.

Vale lembrar que MPE move ação para garantir que não sejam negadas vagas hospitalares a pacientes de Bauru e o MPF instaurou inquérito para apurar o problema.

Comentários

Comentários