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Representantes da Apae realizam manifesto contra fim de repasses


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Malavolta Jr.

Presidente da entidade em Bauru, Olga Bicudo faz apelo contra possível fim de repasses. Senado é o foco.

Representantes e alunos da Apae (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Bauru estiveram na sessão da Câmara, ontem, em manifestação contra a Meta 4 do Plano Nacional de Educação.

O plano prevê o fim de repasses financeiros do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação) às instituições de educação especial.

Também foi apresentada moção de repúdio elaborada pelos vereadores Lima Junior (PSDB) e Fábio Manfrinato (PR) contra a proposta que acaba com as parcerias entre o governo e organizações especializadas no atendimento a alunos com deficiência.

A presidente da Apae-Bauru, Olga Bicudo, durante o uso da tribuna, informou que, caso a proposta seja aprovada no Senado, as Apaes, assim como outras organizações filantrópicas poderão ser “exterminadas”. “O plano exclui a possibilidade de financiamento para as escolas especiais, sem o qual não é possível continuar”.

Treinamento

De acordo com a psicóloga Juliana Rodrigues Sigolo, para que o aluno seja encaminhado a uma escola regular deve estar muito bem preparado. 

“Há casos de jovens que foram para a rede de ensino pública, mas não obtiveram êxito, precisando voltar para a Apae”, revela.

Além do ensino fundamental e especializado, a Apae Bauru também oferece educação profissionalizante. “Os alunos são treinados para o mercado de trabalho. Pessoas que nem mesmo os pais acreditavam no potencial e hoje são funcionários com todos os direitos dos trabalhadores. Alguns são até arrimo de família”, retoma Olga.

Para vereador Fábio Manfrinato, autor da moção de repúdio, o objetivo é tentar reverter o fim da parceria. “Somos totalmente a favor de que frequentem a escola regular. Porém, o acompanhamento deve ser feito pelas especiais”. A moção de repúdio foi assinada por todos os vereadores e deve ser encaminhada a políticos do governo estadual e federal.


Você sabia?

O temor das Apaes em todo o País está relacionado ao relatório do senador José Pimentel (PT-CE) ao Plano Nacional de Educação (PLC 103/2012), aprovado na Comissão de Assuntos Econômicos da Casa.

Segundo o texto, o atendimento escolar aos estudantes com deficiência, transtornos globais de desenvolvimento ou superdotação deve ser universalizado na rede regular de ensino. Isso retiraria de entidades como Apaes e Pestalozzis a possibilidade de oferecer o atendimento especial substitutivo à educação escolar na rede regular, como pode ser feito hoje em dia.

Além disso, restringiria o repasse de recursos a essas entidades a partir de 2016. Por isso, as Apaes defendem a manutenção da palavra “preferencialmente” na redação da Meta 4 do projeto sobre o Plano Nacional de Educação.

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