Realmente este é o aporte, comum a todos, apenas que a diferença seja o apoio máximo, em que cada um se sustenta em seu viver. Esse detalhe resulta em bem ou mal, no que tange ao destino e o caráter pessoal.
Vivenciamos uma caminhada e corrida em direção ao "vil metal" (ouro), em justa posição e relação à pessoa de nosso semelhante que em muitos casos tem sido desrespeitado e desvalorizado ao estar em jogo, os bens materiais.
Mesmo cientes pelos diversos comunicados, mensagens e até o grande exemplo do bispo de Roma, aqui em plena demonstração de desapego, em meio as pompas todas, normais da igreja, ainda assim outros segmentos da própria igreja (e políticos), parecem desdenhar esse exemplo vivo, simplesmente por este ser franciscano, pela imitação a São Francisco.
As escusas destes se apoiam também em outra versão (contestada) de que este "santo" fora deveras banido de seu riquíssimo lar, pelo motivo de que hoje é considerado um dos padroeiros do badalado movimento "GLBT".
Em toda época e lugar houve pessoas que optaram por ter apreço sumário as coisas, pertences e até as pessoas, sendo estas como o principal alicerce de suas vidas, objetos estes que nortearam seus destinos à fatalidade.
O senhor Jesus Cristo esclareceu que: "Ninguém pode servir a dois senhores... a Deus e as riquezas" ? São Lucas 16.13. Portanto, podemos ser escravos dos muitos bens materiais, que normalmente exercem uma grande força e poder sobre nossa "persona".
Essa atual "teologia da ostentação" formulada pela igreja tendo em seu bojo a opulência e fé ou vice-versa traz a derrocada moral, e a conivência com a turbulência social, estimulando ainda uma disputa entre igrejas, como se fossem rivais cristãs.
Um bom exemplo clássico de "certos prejuízos" no amor maior às riquezas materiais é o nosso multimilionário, que tem esse "x" desta questão, mesmo sendo ainda o mais rico do país, teve percas colossais, uma boa representação de muitos em sua jornada, que assim também tiveram os seus tipos de danos, que somente eles, seus íntimos e o senhor Deus puderam mensurar, tendo tudo, junto com as tragédias pessoais.
Carlos Roberto dos Santos