A Unesp aprovou em última instância a adoção de cotas no seu vestibular. A instituição - cujo maior campus fica em Bauru desde 1988 - será a única das três estaduais paulistas a adotar a reserva de vagas, a exemplo do que está em curso nas federais.
Com a decisão, a universidade terá, em 2018, metade dos ingressantes provenientes de escolas públicas, em cada curso; 35% deles deverão ser pretos pardos e indígenas.
A implementação começa já no próximo vestibular, com uma cota de 15% para a escola pública.
A decisão foi tomada pelo Conselho Universitário no último dia 15. Em abril, a universidade havia aprovado a adoção de metas, mas não havia definido como atingiria os percentuais.
O objetivo era chegar aos percentuais até em 2016, prazo que foi postergado com a decisão deste mês.
A USP e a Unicamp recentemente aprovaram o aumento dos bônus no vestibular para os alunos de escolas públicas e pretos, pardos e indígenas.
Nas duas universidades, porém, os percentuais para inclusão de alunos desfavorecidos são tratados apenas como metas, que podem ou não ser atingidas.
Na Unesp, serão chamados estudantes até que se complete os percentuais estipulados, modelo semelhante ao implementado nas universidades federais.
A participação da rede pública hoje na Unesp já é de 40%, mas há grande variação entre as áreas. Em medicina, por exemplo, é de 2%.