Política

Mais três categorias ameaçam entrar em greve depois da Unesp

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Mais três categorias ameaçam entrar em greve em Bauru, além dos funcionários da Universidade Estadual Paulista (Unesp), que suspenderam as atividades desde o dia 3 de junho. Nesta semana, as polícias Civil e Federal, bem como funcionários da Emdurb, deram continuidade a mobilizações com a intenção de deliberar por greve, caso suas reivindicações não sejam atendidas.

Na noite de ontem, a Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (Adpesp) realizaria assembleia na Capital para decidir se decretariam estado de greve. Para amanhã, prometem realizar, pela quarta vez desde julho, a Operação Blecaute, paralisação-relâmpago para reivindicar melhores salários e condições de trabalho.

No mesmo dia, o Sindicado dos Investigadores do Estado de São Paulo (Sipesp), que apoia o movimento, participará de audiência no Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo para buscar um acordo.

Os policiais federais também fizeram paralisação de um dia, ontem, nas delegacias de todo o Estado, incluindo Bauru. No próximo dia 27, está marcada assembleia que poderá deliberar pela greve se nenhuma proposta for apresentada pelo governo do Estado.

Já os funcionários da Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) decidiram pela greve a partir da próxima segunda-feira. A categoria ainda irá avaliar, no entanto, proposta a ser apresentada hoje pela autarquia em reunião no Ministério Público Estadual (MPE).

Polícia Federal

Policiais federais de Bauru paralisaram suas atividades, ontem, acompanhando o movimento desencadeado em todo o Estado. A suspensão das atividades por um dia foi deflagrada para cobrar do governo do Estado a reestruturação de carreiras, com adequação de salários. Para o próximo dia 27, a categoria realiza assembleia que poderá deliberar pela greve se nenhuma contraproposta for apresentada.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Federal (Sindpolf), Alexandre Santana Sally, 30% do efetivo foi mantido durante a paralisação de ontem, sem prejuízos no atendimento prestado à população. “Foram interrompidos, principalmente, os serviços internos de investigação, emissão de laudos e pareceres. A prioridade foi dada aos serviços de emissão de passaportes e atendimento a ocorrências externas mais urgentes”, detalha.

Hoje, os trabalhos serão retomados normalmente. Além de melhores condições de trabalho e plano de carreira, a categoria pede o reconhecimento de suas atividades como de nível superior e que sejam considerados para os salários critérios utilizados por outras entidades, como a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e a Receita Federal.

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